segunda-feira, 18 de junho de 2012

Doze Homens e uma Sentença



O filme "Doze Homens e uma Sentença" nos expõe, de forma lúcida, como um bom trabalho pode ser importante e até como um instrumento fundamental na análise jurídica.

O filme em referência, que se passa inteiramente no interior da sala do juri de um Tribunal americano, na cidade de Nova York, tem apenas a sua cena inicial ainda na sala de audiências, quando o Juiz, de forma clara, orienta aos doze jurados para a regra básica a ser por eles utilizada para a definição do veredicto, o qual poderia conduzir o réu à pena de morte pelo crime de homicídio, contra o seu próprio pai. Os jurados só deveriam condenar ou absolver o réu quando tivessem certeza do veredicto e, em caso de dúvida ou discordância quanto a sua culpa ou inocência, deveria se utilizar do bom senso e fazer com que prevalecesse a inocência, até que existisse unanimidade de veredictos entre todos os doze jurados.

O que o juiz quis dizer é muito simples: precisa-se ter certeza para se condenar ou absolver um indivíduo, para que não se cometa injustiças e condene-se um inocente ou se absolva um culpado. Ambos os veredictos seriam injustos: a condenação injusta, seria cruel para com o réu, ao lhe ser privado o direito de viver, por um crime que ele não foi responsável; já a absolvição indevida seria injusta para com a sociedade, colocando-a em risco ao absolver um elemento perigoso, liberando-o indevida e prematuramente para o convívio social.

Para tanto, contudo, far-se-á necessário que o juri responsável se certifique de todas as circunstâncias atenuantes e agravantes, que observe atentamente todas as provas e analise criteriosamente todos os testemunhos e indícios, o que, em essência, traduz-se por ser uma análise evolutiva.

Decerto, ao juri não caberá proceder a uma análise  de um texto, de um livro ou de um filme, mas sim de um processo judicial, onde caberá aos jurados exprimir um veredicto final quanto à culpabilidade ou inocência do réu e, em se tratando de Tribunais de alguns Estados americanos, esta sentença que será proferida pelo juiz, com base no veredicto do juri, poderá definir pela pena de morte – o que seria o caso, no filme em questão.

Já recolhidos à sala do juri, os doze jurados seguiram o procedimento padrão, quando fizeram uma votação preliminar, antes mesmo de discutir quaisquer aspectos, apenas para conhecer o entendimento prévio de cada um e, somados, de todos eles, no seu conjunto. E surge a surpresa não esperada por onze dos jurados, quando apenas um deles declarou entender ser inocente o réu. E, em seguida, fez este jurado questão de salientar que ele não tinha certeza da inocência do réu; mas que também não estava convicto quanto a sua culpa, pelo assassinato do seu próprio pai.

A despeito dos atritos ocorridos entre os jurados, naquela sala do juri, iremos nos ater à análise  com a qual esse jurado discordante, que aqui chamaremos de “Oitavo Jurado”, buscou conduzir a investigação para a apuração das provas, indícios que demonstrassem e/ou comprovassem possibilidade de culpa e/ou de inocência.

O “Oitavo Jurado” apresenta aos demais onze membros do juri a necessidade de se analisar  cada uma das provas apresentadas pela promotoria, cada um dos detalhes dos depoimentos prestados por cada uma das testemunhas, cada um dos fatos, objetos e circunstâncias ligadas à cena do crime, ao ambiente próximo e interligado à esta cena, além de detalhes mínimos e específicos, particulares e individuais, ligados às próprias testemunhas. E eles se lançam a fazê-lo, passo a passo, como a autopsiar as entranhas de todos e cada um dos elementos que lhes houvera sido apresentado durante o julgamento.

Discutiu-se sobre o tempo em que o trem levava para passar, provocando um imenso barulho, capaz o suficiente de impedir ser crível que uma das testemunhas pudesse assegurar, com certeza, que realmente ouviu ser a voz do réu ameaçar o próprio pai de morte; questionou-se a alegação da promotoria, quanto a questão de ser incomum a faca usada para o crime, baseando-se esta alegação no fato de na loja em que a vítima adquiriu a faca, aquela ser a última do estoque daquela loja, quando o “Oitavo Jurado” consegue provar que o mesmo modelo de faca existia em uma outra loja do mesmo bairro; buscou-se reconstituir o tempo necessário para amparar ou negar a alegação do testemunho do vizinho que, sendo manco de uma perna e estando no seu quarto, sentado à cama no momento do crime, afirmava ter visto o réu, imediatamente após o som do corpo da vítima ter caído no chão, descer as escadas e cruzar com ele, na porta da sua casa; debateu-se a respeito dos possíveis motivos para o lapso de memória do réu, o qual, tendo alegado estar no cinema no momento do crime, não conseguia se lembrar do título do filme ou dos seus atores; reavivou-se na memória dos jurados o fato da testemunha, que morava em frente ao local do crime, mesmo tendo as características marcas físicas, sobre o nariz, adquiridas pelo o uso de óculos, garantir ter visto o assassinato, mesmo tendo um trem passando por entre a sua janela e a janela do crime e estando a referida testemunha deitada à cama – momento em que, estima-se, ninguém utiliza óculos.

O “Oitavo Jurado”, logo de imediato, sente a imensa resistência de quase todos os outros onze jurados, mas rapidamente, um a um, começam a se sentir inseguros quanto ao seu posicionamento inicial de entender ser o réu culpado pelo homicídio do seu próprio pai.

A cada rodada de votação, ao mesmo tempo em que ia sendo ampliada a contagem dos votos de “inocente”, cada um dos próprios jurados conseguiam “ver” de forma diferente o mesmo fato, o mesmo dado, mesma prova, depoimento, circunstância anteriormente analisados, na sala de audiência. Sob óticas diferentes, um mesmo objeto ou fato pode ser “visto” por ângulos, por prismas diferentes. Um provável inicial veredicto de culpado passa a ser lentamente transformado em um veredicto de inocente, não apenas pela simples mudança dos vocábulos, de substantivos, mas sim de entendimento do significado real de cada fato, cada dado, prova, depoimento, circunstância anteriormente analisado.

Os jurados se permitiram passar a exercitar a sua capacidade de enxergar por detrás do que antes eles próprios haviam analisado. E essa capacidade se deve, unicamente, à disposição por não se ater ao significado frio, puro e simples, das palavras, dos dados, provas, indícios, depoimentos, circunstâncias e, até mesmo, do inconsistente álibi do réu.

Cada um dos depoimentos prestados na sala de audiências, analisados de forma individual, por cada um dos doze jurados, isoladamente, passaram-lhes inicialmente uma impressão absolutamente diferente da que agora lhes imprimia, naquela sala do juri, quando analisados considerando-se o conjunto dos fatos, das provas, depoimentos, circunstâncias, ambiente do crime e, também, do álibi do réu. Ou seja, uma informação isolada apresenta um sentido, um significado diverso do que poderá assumir, quando exposta em um conjunto de outras informações.

Aliás, é assim que funciona com os textos. Quando lemos, simplesmente, as palavras ali grafadas, inicialmente o que se identifica são substantivos, verbos, adjetivos, advérbios, pronomes e conjunções que, devidamente intercaladas com vírgulas, ponto-e-vírgula, pontos de continuação, exclamações, interrogações, reticências e ponto parágrafo, em seu conjunto, escrevem frases. As expressões somente surgem quando se dá a primeira compreensão do sentido daquela frase. Aquela expressão, ao lado de uma e tantas outras, farão surgir os textos.

Leis também são textos, formados por expressões que traduziram frases escritas com palavras, às quais se adiciona o aspecto imperativo, próprio das normas jurídicas.

Com um veredicto, não poderia, jamais, ser diferente. Ressalte-se, contudo, que um veredicto irá fazer a “leitura de trás para frente”, quando fará com que a compreensão, até se chegar ao fato. O detalhe é que a compreensão se dará analisando, primeiramente, a essência da Lei, que determina que o juri deve julgar de forma consciente e convicta, o que somente será possível de refazendo o processo, contudo, no sentido inverso ao da ordem natural dos fatos.

Então, buscando-se provar que o réu era culpado, chegou-se à certeza de sua inocência, utilizando-se os mesmos instrumentos e recursos.

domingo, 17 de junho de 2012

Saber e Fazer




Saber e Fazer

Tem muita gente que acha que o saber por si só garante o sucesso. Há muita gente disposta a se sacrificar financeiramente para adquirir conhecimento facilitado.
Mas será que quem busca o saber deseja mesmo conhecimento? Pode parecer estranho, mas pense por exemplo, na pessoa que paga caro para cursar uma universidade e não comparece a todas as aulas. Pense naquele que se matricula em um curso caro em relação as suas posses e não comparece a todas as sessões, chega atrasado e não faz todos os exercícios propostos.
Pense também naquele que faz vários cursos e não coloca nenhum em prática. O que essas pessoas buscam afinal de contas? É bem provável que boa parte das pessoas que agem assim, estejam mais interessadas no título que receberá (formação), do que nas informações que levarão para a vida.
É preciso ainda considerar que o fato da pessoa tentar parecer interessada, não quer dizer que ela está realmente interessada. Pense, por exemplo, naquele que comparece a todas as sessões do curso, participa dos exercícios propostos e anota quase tudo que ouve. Quantas delas você acha que ao final do evento consultará as suas anotações? Pode ter certeza que são poucas que se interessam de verdade. A maioria provavelmente deposita o material no fundo de uma gaveta ou na prateleira da estante.
A minha experiência de conferencista, coach ou facilitador em treinamento, revela que muitas pessoas confundem ouvir falar, com conhecimento. É mais ou menos assim: você está assistindo uma palestra, o conferencista aborda um assunto e alguém ao seu lado diz: “mas isso eu já sabia”. Muitas vezes a pessoa já ouviu falar, ou leu em algum livro, artigo, jornal e acha que domina o assunto.
É preciso saber que o verdadeiro saber, é mais do que ter ouvido falar. É ter meios e capacidade para transformar a informação em algo mais valioso do que ela própria. Além disso, é preciso ter a consciência de que para vencer na vida, não basta saber, é preciso fazer. É como disse Martyn Lloyd Jones: “Os homens que tentam fazer algo e falham, são infinitamente melhores do que aqueles que tentam fazer nada e conseguem.”
Além disso, tem muita gente que sabe muito e faz pouco. Gente que acha que basta estudar e sentar na frente da televisão que o sucesso chegará pelo controle remoto. Gente que prefere ignorar os ensinamentos de Walt Disney ao revelar que “A melhor maneira de fazer alguma coisa é parar de falar e começar a agir”. Gente assim ainda não descobriu que o sucesso advém da capacidade de transformar o conhecimento em algo que as outras pessoas apreciam.
Então, podemos dizer que o sucesso está mais próximo dos que associam o saber com o fazer, transformando-os no saber fazer algo com maestria. Aquele que de tanto fazer, desenvolveu uma habilidade que causa admiração. Há muitos bons exemplos de pessoas de sucesso que encantaram e encantam o mundo com enormes capacidades de saber fazer.
No entanto, vou concluir este artigo prestando uma homenagem a um ilustre brasileiro, mestre na arte do humor, que acabou de falecer. Estou falando do iluminado Chico Anísio, que tantas alegrias nos proporcionou. Usou como poucos a arte do saber e do fazer, para saber fazer humor da melhor qualidade.
Pense nisso e ótima semana.

Tem muita gente que acha que o saber por si só garante o sucesso. Há muita gente disposta a se sacrificar financeiramente para adquirir conhecimento facilitado.
Mas será que quem busca o saber deseja mesmo conhecimento? Pode parecer estranho, mas pense por exemplo, na pessoa que paga caro para cursar uma universidade e não comparece a todas as aulas. Pense naquele que se matricula em um curso caro em relação as suas posses e não comparece a todas as sessões, chega atrasado e não faz todos os exercícios propostos.
Pense também naquele que faz vários cursos e não coloca nenhum em prática. O que essas pessoas buscam afinal de contas? É bem provável que boa parte das pessoas que agem assim, estejam mais interessadas no título que receberá (formação), do que nas informações que levarão para a vida.
É preciso ainda considerar que o fato da pessoa tentar parecer interessada, não quer dizer que ela está realmente interessada. Pense, por exemplo, naquele que comparece a todas as sessões do curso, participa dos exercícios propostos e anota quase tudo que ouve. Quantas delas você acha que ao final do evento consultará as suas anotações? Pode ter certeza que são poucas que se interessam de verdade. A maioria provavelmente deposita o material no fundo de uma gaveta ou na prateleira da estante.
A minha experiência de professor, getor escolar, secretário escolar, revela que muitas pessoas confundem ouvir falar, com conhecimento. É mais ou menos assim: você está assistindo uma palestra, o conferencista aborda um assunto e alguém ao seu lado diz: “mas isso eu já sabia”. Muitas vezes a pessoa já ouviu falar, ou leu em algum livro, artigo, jornal e acha que domina o assunto.
É preciso saber que o verdadeiro saber, é mais do que ter ouvido falar. É ter meios e capacidade para transformar a informação em algo mais valioso do que ela própria. Além disso, é preciso ter a consciência de que para vencer na vida, não basta saber, é preciso fazer. É como disse Martyn Lloyd Jones: “Os homens que tentam fazer algo e falham, são infinitamente melhores do que aqueles que tentam fazer nada e conseguem.”

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pensamentos de Jim Collins



  • 1. Pensamentos que movem as organizações do futuro - Jim Collins- Collins-
  • 2. Jim Collins Uma placa na porta do escritório do americano Jim Collins, autor dos clássicos livros ‘Feitas para Durar’ e ‘Empresas Feitas para Vencer’, deixa claro para o visitante que aquele não é um ambiente de trabalho comum. Em vez de uma tabuleta com seu nome, lê-se a expressão "Chimp Works", algo como "chimpanzé trabalhando". Collins, definitivamente, não é um chimpanzé - embora ache que é um sujeito curioso, assim como os macacos. A irreverência das boas-vindas é um dos sinais de informalidade daquele que é considerado hoje o sucessor legítimo de Peter Drucker, o maior teórico dos negócios em todos os tempos.
  • 3. A Liderança Nível 5 Segundo Jim Collins, há nas empresas hoje três tipos de líderes: os maus, os bons e os excelentes. Os maus obviamente não deveriam existir, pois logo que identificados, deveriam ser retirados do cargo. Os bons são os que fazem seu trabalho, não ajudam muito, mas também não atrapalham. Seguem dia após dia fazendo não mais do que a obrigação. E existem os líderes excelentes – indivíduos que aliam uma tremenda humildade com uma enorme determinação profissional. São líderes que não medem esforços, fazendo o que precisa ser feito para o aprimoramento contínuo da instituição que representam.
  • 4. A Liderança Nível 5 Em seu ‘Empresas Feitas para Vencer’, Jim Collins classificou os líderes empresariais em cinco níveis:•
  •  Nível 5 – Líder Excelente Constrói excelência através da humildade pessoal e determinação profissional
  • .• Nível 4 – Líder Eficiente Tem um alto grau de comprometimento. Tem visão e estimula seus funcionários a produzirem mais.
  • • Nível 3 – Gerente Competente Organiza pessoas e recursos para que os resultados sejam atingidos.
  • • Nível 2 – Membro da Equipe que Contribui Contribui com a sua capacidade individual para que o grupo cresça e seja capaz de alcançar seus objetivos
  • .• Nível 1 – Indivíduo Altamente Capaz Contribui individualmente, através de seu talento, conhecimento e bons hábitos de trabalho.

  • 5. Cinco perguntas rápidas para descobrir se você é um líder do nível 5: 1. Qual é sua maior motivação: ajudar a construir uma organização excelente ou sua própria carreira? 2. O que você prefere: fama, fortuna e/ou poder? Ou construir, criar e contribuir? 3. Quando um projeto é um sucesso, você diz ‘eu’ ou ‘nós’? 4. Quando o projeto é falho, de quem é a culpa? 5. Você está servindo de mentor a alguém que vai substituí-lo?
  • 6. Empresas Feitas para Vencer Good to great, do original em inglês, tem como missão responder a pergunta: o que faz uma empresa deixar de ser uma empresa boa para se tornar uma empresa excelente? Para respondê-la, o autor convocou uma equipe de pesquisadores que se debruçaram sobre números de diversas empresas de capital aberto que tenham crescido muito mais do que a média de mercado e do que suas concorrentes diretas num período de tempo extenso, de mais de 15 anos. As empresas teriam que ser de capital aberto por conta do acesso aos dados. E o período tinha que ser extenso para não ser obra do acaso, ou seja, fruto do trabalho de um CEO inspirado, por exemplo. Os resultados obtidos pelos pesquisadores foram compilados em seis princípios que foram o que o autor chamou de volante do crescimento.
  • 7. Seis Princípios Básicos Os seis princípios são divididos em três segmentos: pessoas disciplinadas, pensamento disciplinado e ação disciplinada. No primeiro está o princípio de ter um líder nível 5 e de ter as pessoas certas no barco, escolhendo primeiro a equipe e depois o que elas vão fazer.
  • 8. Seis Princípios Básicos Em pensamento disciplinado está o princípio de enfrentar a verdade nua e crua, ou seja, não ficar fantasiando nem elaborando programas milagrosos para fugir dos fatos (e isso acontece muito, pelo que mostra a pesquisa). O outro princípio deste segmento é o que ele chamou de conceito do porco-espinho, que vem a ser a interseção entre aquilo que a equipe da empresa ama fazer, aquilo que a empresa é boa o suficiente para fazer e aquilo que move o motor econômico da empresa. Por fim, na ação disciplinada temos a importância da cultura da disciplina e do uso da tecnologia como um acelerador (e não como uma finalidade).
  • 9. Como as Poderosas Caem O mais recente livro de Jim Collins mostra como algumas das mais bem-sucedidas empresas dos Estados Unidos fracassaram – e quais são as cinco fases dessas quedas. 1. Excesso de Confiança Originado pelo Sucesso Empresas poderosas e bem-sucedidas correm o risco de se tornar arrogantes demais. O primeiro passo do declínio é justamente acreditar que o sucesso passado é garantia de um futuro igualmente brilhante. 2. Busca Indisciplinada pelo Crescimento É consequência direta do primeiro estágio. Companhias cegas pelo próprio sucesso buscam crescer a qualquer custo – muitas vezes deixando de lado justamente os fundamentos que as levaram ao topo.
  • 10. Como as Poderosas Caem 3. Negação do Risco Quando os sinais de que alguma coisa não vai bem começam a aparecer, as empresas em declínio simplesmente os ignoram – ou culpam o mercado, a concorrência e até o azar em vez de procurar entender o porquê dos problemas. 4. Corrida pela Salvação No momento em que a crise pela qual passa a empresa pode ser percebida por todos, a companhia busca uma “bala de prata” que possa salvá-la da ruína – uma fusão mágica ou um novo presidente contratado no mercado a peso de ouro. 5. Irrelevância ou Morte Quanto mais tempo uma empresa fica no quarto estágio, mais difícil a sua recuperação. Nesta fase, seu vigor financeiro acabou, suas principais lideranças já debandaram e não há nenhuma estratégia de recuperação à vista. Só lhe resta ser adquirida ou fechar as portas.
  • 11. “A crise obriga as empresas a ter foco. A prosperidade, não.” Jim Collins/

Da Criação Do Líder Ao Líder Criador

 

O líder já nasce pronto ou pode ser desenvolvido? Como se forma um líder? É possível transformar pessoas comuns em líderes? Certamente você já ouviu ou mesmo fez estas e outras perguntas sobre liderança e a criação do líder.

Primeiramente é preciso entender o que é liderança. Na mais exata explicação é a capacidade de liderar, que significa chefiar, governar, dirigir, orientar, estar a frente. Conseqüentemente, líder é aquele que lidera, conduz, que mostra os caminhos e por isso sempre está na frente dos demais. É também aquele que estimula os indivíduos a persistirem na busca de melhores resultados num ambiente de riscos, incertezas e desafios. Para Megginson, Mosley e Pietri, “liderança é um processo de influenciar as atividades individuais e grupais, no estabelecimento e atingimento de metas”. Warren Bennis afirma: “liderança é como a beleza: difícil de definir, mas fácil de reconhecer”.

Os estudos do comportamento humano comprovam que a liderança é uma habilidade inerente aos seres humanos. Ou seja, todos nascemos com a mesma capacidade de liderar. O que vai transformar pessoas comuns em líderes de fato é a associação de diversos fatores, entre eles: o ambiente em que foi criado; estímulos que recebeu durante toda a vida; experiências bem e mal sucedidas; necessidades supridas ou suprimidas; treinamento e conhecimentos adquiridos; entre outros.

Nos últimos anos a essência do papel do líder vem sendo amplamente discutida e questionada. Afinal, qual posicionamento deve ter o líder diante deste cenário de riscos, incertezas e desafios? Como deverá agir?

De certo seu papel deverá ser o de líder criador. Criador de novos cenários onde o sucesso tem lugar garantido. Criador de novas relações onde o respeito a diversidade será a pedra fundamental. Criador de novos líderes que o sucedam. Criador de oportunidades para si mesmo, seus seguidores, clientes e fornecedores. Criador de cidadãos éticos e comprometidos com resultados efetivos.

Para assumir este novo papel é necessária uma revisão na postura atual daqueles que ocupam as funções de liderança nas empresas e nos governos. É preciso desempregar os profissionais e governantes que ocupam a posição, mas não agem como verdadeiros líderes. Precisa-se de gente com coragem para assumir uma postura de dianteira, com iniciativa para assumir os riscos, mas também o senso de acabativa para corrigir o percurso e chegar até a linha final. É necessário demitir as pessoas que atrasam a evolução dos negócios por causa de interesses pessoais ou medo de perder seu lugar e os benefícios que conquistou.

Para ser um líder criador deste novo tempo é preciso ter formação sólida em ética, respeito e integridade. Reunir doses generosas de curiosidade e paixão pelo que faz. Possuir foco nos resultados e nas pessoas, sabendo equilibrar as necessidades da empresa e dos funcionários. Também é necessário ter capacidade acima da média para saber ouvir, para se colocar no lugar do outro e de gerar confiança. Para completar é necessário que tenha coragem para assumir os riscos e os erros que ele próprio poderá cometer e sua equipe também.

As pessoas mais comuns que já conheci possuem muitas destas características. São fortes candidatas a tornarem-se líderes criadores, independentemente de cargos ou títulos. Simplesmente porque assumem uma posição. Nas organizações muitas vezes são confundidas como funcionários problema, pois desafiam o marasmo e a burocracia. O líder criador pode incomodar, mas ele incomoda aqueles que, na contramão do desenvolvimento, buscam somente resultados imediatos e para seu próprio benefício.

A complexidade do comportamento humano e das estruturas organizacionais é o maior desafio para sair do paradigma atual e atingir novas formas de gerir pessoas. O modelo conhecido de liderança, onde manda quem pode e obedece quem tem juízo, ainda é forte em culturas acometidas pelo medo do sucesso, baixo progresso econômico e reduzida formação escolar e investimento em capacitação e treinamento de pessoas. Será que conhecemos algum lugar assim?

Talvez ainda demore mais alguns anos, ou quem sabe décadas, para que possamos finalmente ter mais organizações onde suas lideranças efetivamente atuem como se espera: como líderes criadores. A capacitação e conscientização das pessoas, são fortes aliados para a melhoria no nível de liderança de nossos gestores.

Certamente que não podemos generalizar, mas o caminho para a mudança passa pela coragem de empresários, políticos, funcionários, gestores e consultores de difundir e cobrar esta postura e atitude de liderança efetiva, ainda que sejamos os únicos

sábado, 2 de junho de 2012

OS 12 MAIORES ATRIBUTOS DA LIDERANÇA



"Liderança" é um tema que vem sendo discutido desde os mais remotos tempos pelo homem. Ser líder, formar líderes, parece ser um desafio constante do homem e das organizações. Aqui vão alguns resultados de pesquisa feitas na Europa com mais de 500 executivos de todos os tipos de industria. Essa pesquisa é muito interessante. Ela mostra coisas simples, objetivas e fornece conselhos úteis para todos nós que desejamos vencer, alcançar o sucesso pessoal e profissional.
Espero que a leitura atenta destas descobertas e seus comentários possam trazer benefícios reais aos leitores.
DISPOSIÇÃO PARA TENTAR O QUE NÃO FOI TENTADO ANTES
Nenhum empregado deseja ser guiado por um administrador a
quem falte coragem e autoconfiança. É o estilo de liderança positiva aquele eu ousa nas tarefas e se vale de oportunidade não tentadas anteriormente.
Um Gerente de Vendas bem sucedido irá às ruas e venderá junto com seus vendedores quando o mercado está difícil ou quando o pessoal de vendas encontrar-se sob extrema pressão. Tal gerente sabe que se arrisca a tornar-se impopular. Contudo, ao liderar pelo exemplo, manterá a motivação da equipe.

AUTO MOTIVAÇÃO



O Gerente que não consegue se auto-motivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros.

UMA PERCEPÇÃO AGUDA DO QUE É JUSTO
Esta é uma grande qualidade de um líder eficaz e a fim de ter o respeito da equipe, o gerente deve ser sensível ao que é direito e justo. O estilo de liderança segundo o qual todos são tratados de forma justa e igual sempre cria uma sensação de segurança. Isso é extremamente construtivo e um grande fator de nivelamento.

PLANOS DEFINIDOS
 
O líder motivado sempre tem objetivos claros e definidos e planejou a realização de seus objetivos. Ele planeja o trabalho e depois trabalha o seu plano coma participação de seus subordinados.

PERSEVERANÇA NAS DECISÕES

O gerente que vacila no processo decisório mostra que não está certo de si mesmo, ao passo que um líder eficaz decide depois de ter feito suficientes considerações preliminares sobre o problema. Ele considera mesmo a possibilidade de a decisão que está sendo tomada vir a se revelar errada.

Muitas pessoas que tomam decisões erram algumas vezes. Entretanto, isto não diminui o respeito que os seguidores têm por elas. Sejamos realistas: um gerente pode tomar decisões certas, mas um líder eficaz decide e mostra sua convicção e crença na decisão ao manter-se fiel a ela, sabendo, no entanto, reconhecer quando erra. Assim, seu pessoal tem força para sustentar aquela decisão junto com o gerente.

O HÁBITO DE FAZER MAIS DO QUE AQUILO PELO QUAL SE É PAGO
Um dos ônus da liderança é a disposição para fazer mais do que é exigido do pessoal. O gerente que chega antes dos empregados e que deixa o serviço depois deles é um exemplo deste atributo de liderança.
UMA PERSONALIDADE POSITIVA
As pessoas respeitam tal qualidade. Ela inspira confiança e também constrói e mantém uma equipe com entusiasmo.
EMPATIA
O líder de sucesso deve possuir a capacidade de colocar-se no lugar de seu pessoal, de ser capaz de ver o mundo pelo lado das outras pessoas. Ele não precisa concordar com essa visão, mas deve ser capaz de entender como as pessoas se sentem e compreender seus pontos de vista.
DOMÍNIO DOS DETALHES
O líder bem sucedido entende e executa cada detalhe do seu trabalho e, é evidente, dispõe de conhecimento e habilidade para dominar as responsabilidades inerentes à sua posição.

DISPOSIÇÃO PARA ASSUMIR PLENA RESPONSABILIDADE
Outros ônus da liderança é assumir responsabilidade pelos erros de seus seguidores. Caso um subalterno cometa um erro, talvez por incompetência, o líder deve considerar que foi ele quem falhou. Se o líder tentar mudar a direção dessa responsabilidade, não continuará liderando e dará insegurança a seus seguidores. O clichê do líder é: "A
responsabilidade é minha".
DUPLICAÇÃO
O líder de sucesso está sempre procurando maneiras de espelhar suas habilidades em outras pessoas. Dessa forma ele faz os outros evoluírem e é capaz de "estar em muitos lugares diferentes ao mesmo tempo".
Talvez este seja um dos maiores atributos de um líder: ser capaz de desenvolver outros lideres. Pode-se julgar um líder pelo número de pessoas em que ele refletiu os seus talentos e fez evoluir.

UMA PROFUNDA CRENÇA EM SEUS PRINCÍPIOS
A expressão "A menos que batalhemos por alguma causa, nos deixaremos levar por qualquer causa" resume bem a importância de ter-se uma causa pela qual valha a pena viver e trabalhar. Nada cuja aquisição tenha valor é muito fácil. O líder de sucesso tem a determinação de atingir objetivos não importando os obstáculos que surjam pelo caminho. Ele acredita no que está fazendo com a determinação de batalhar por sua realização.
Minha sugestão é a de que você leia uma, duas ou três vezes cada um desses atributos e medite cada um deles à luz de sua própria realidade como um profissional que tem a função de gerenciar, comandar, liderar pessoas. Detenha-se sobre cada um dos atributos e dê a você mesmo uma nota de zero a 10 em cada um deles, fazendo um propósito de auto–aperfeiçoamento. Repita essa auto-avaliação semanalmente.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

VOCÊ É RAPOSA OU PORCO-ESPINHO?

Tanto entre empresas quanto entre profissionais, há uma tensão constante entre diversificação e foco. As empresas às vezes acham que devem apostar na maior variedade possível de ações; outras vezes, que só devem atuar em seu campo de excelência. A mesma angústia atinge vários profissionais: qual vale mais, o especialista ou o generalista?

É claro que inúmeros fatores pesam nesse debate, desde a conjuntura do mercado até a facilidade de obter crédito e os custos de oportunidade. Mas uma das maneiras de descobrir o melhor caminho é entender se você (ou a sua empresa) é uma raposa ou um porco-espinho.
Raposa e porco-espinho (Foto: Reprodução/Thinkinginpublic)
Esta análise é proposta em “O porco-espinho e a raposa”, um dos ensaios mais famosos do pensador britânico Isaiah Berlin, de origem judaica russa (1909-1997). Logo em sua introdução, Berlin cita um fragmento do poeta grego Arquiloco, que diz: “a raposa sabe muitas coisas, mas o porco-espinho sabe uma grande coisa.”
Em geral, assume-se que o significado é simplesmente que a raposa, embora tenha mil artimanhas, é derrotada pela defesa eficiente do porco-espinho. Mas Berlin toma a frase como início de uma análise que divide as mentes criadoras em dois times: as raposas, que apostam em estratégias diversificadas, e os porcos-espinhos, que perseveram em um só princípio.
 
Qual é melhor? Evidentemente, não há resposta. Ou melhor, não há resposta externa. O mundo precisa de raposas como Leonardo da Vinci e de porcos-espinhos como Albert Einstein
Porcos-espinhos gostam da coerência, da ordem, do princípio fundamental. Raposas perseguem ideias diversificadas, frequentemente não relacionadas umas às outras, difusas, talvez até contraditórias.
Platão, Nietzsche, Hegel, Proust, Dostoievsky eram porcos-espinhos. Heródoto, Montaigne, Aristóteles, Joyce eram raposas.
Extrapolando a análise de Berlin para o mundo dos negócios, Steve Jobs, com sua obsessão pelo design e pelo sistema fechado, seria um porco-espinho. Thomas Edison, com seus mil inventos, seria uma raposa.
Qual é melhor? Evidentemente, não há resposta. Ou melhor, não há resposta externa. O mundo precisa de raposas como Leonardo da Vinci e de porcos-espinhos como Albert Einstein.
Talvez algumas épocas sejam mais propícias a um tipo, outras ao outro. Mas é provavelmente mais correto seguir a inclinação da sua personalidade do que tentar adivinhar qual o modelo mais certo para o momento.
E há, ainda, um caso especial. O ensaio de Berlin trata, na verdade, da obra de Tolstoi, e a divisão dos dois campos feita no início é uma elegante maneira de expor um gênio criativo que não cabia na análise. Ele era raposa e porco-espinho, generalista e especialista, coerente e disperso, focado e experimentador. Um gênio preparado para Guerra e Paz.

 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Raiva: trabalhando com as emoções...

Se você está irritado, geralmente é melhor colocar sua raiva sob controle, para que você possa expressá-la estrategicamente, de maneira controlada, permitindo que os outros saibam que você está seriamente preocupado e está motivado a tomar uma ação efetiva. Existem algumas técnicas específicas para controlar a raiva:
1 – Use uma dica pessoal que faça você se lembrar de controlar sua raiva: por exemplo, quando a raiva começar a aumentar, pressione seus dedos ou conte até 10, como um sinal para prestar atenção e pisar no freio. Reserve algum tempo para praticar a associação entre sua dica escolhida e o relaxamento como resposta que você deseja, até que o relaxamento se torne um reflexo condicionado. Então, quando você usar sua dica em uma situação difícil, ela vai funcionar em um nível inconsciente para lhe dizer para relaxar.
2 – Use a autoconversa para dizer a si mesmo que você precisa controlar sua raiva e manter-se calmo: Repita a você mesmo palavras como “Fique calmo, fique calmo”. Você pode fazer isso, mesmo no auge de uma situação difícil, enquanto está sentindo a raiva surgir.
3 – Dê um tempo: assim você pode, serenamente, falar consigo mesmo ou pode esmurrar um travesseiro para extravasar seus sentimentos. Faça o que for necessário para recuperar o controle. Diplomaticamente, peça licença, se necessário, ou adie a discussão com a outra parte até que você se acalme. Então, quando estiver pronto, volte à origem do problema e tente resolvê-lo. Aqui, também, é melhor não tomar nenhuma decisão no calor do momento, quando você está no meio de uma baderna emocional.
4 – Encontre alguma coisa positiva que você goste de fazer: Por exemplo, jogar tênis, caminhar ou ir ao cinema. Direcione sua atenção para essa atividade enquanto sua raiva se dissipa. Uma atividade que você aprecie pode ajudar a dissipar esses sentimentos de uma maneira inocente e até produtiva.

sábado, 12 de maio de 2012

Vitórias e Fracassos (Liderança)

 

Certo dia na floresta, o macaco, representante dos animais, fez uma reunião para discutir quem seria seu rei e disse:
– Nós sabemos que o leão é o rei dos animais, mas existem três fortes leões, e por serem amigos, não querem lutar entre si. Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?
Depois de algum tempo, eles tiveram uma excelente ideia. O macaco se encontrou com os três felinos e contou a eles o que haviam decidido:
– Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil. Decidimos que vocês três deverão escalar a Montanha Difícil, a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O que atingir o pico em primeiro lugar será consagrado o rei dos animais desta floresta.
O desafio foi aceito, e no dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada.
O primeiro leão tentou. Não conseguiu.
O segundo leão tentou. Não conseguiu.
O terceiro tentou, também não conseguiu.
Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os três haviam falhado?
Nesse momento a sábia águia pediu a palavra:
– Eu sei quem deve ser o rei.
Todos os animais silenciaram em grande expectativa.
– Mas como você sabe? – gritaram para a águia.
– Eu estava voando entre eles, bem de perto e, enquanto eles voltavam para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.
O primeiro e o segundo leão disseram:
– Montanha, você me venceu!
O terceiro leão repetiu as mesmas palavras, mas, com uma diferença. Ele olhou para a montanha e acrescentou:
– Montanha, você me venceu, por enquanto! Você já atingiu o seu tamanho máximo. Eu, porém, ainda estou crescendo, e logo voltarei para vencê-la.
– A diferença – completou a águia – é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota, demonstrou integridade, coragem, humildade e compromisso com o futuro, e quem age assim, com um coração ensinável, o Coração de Líder, está preparado para cuidar do seu povo.


Líderes que agem com o Coração de Líder estão sempre buscando lugares mais altos para si e para todos os que estão à sua volta. Eles sabem que o fracasso não acontece quando perdemos, mas quando desistimos; e que tanto vitória como derrota fazem parte do processo de aprendizado de todo ser humano. Influenciar e impactar positivamente a vida das pessoas é um de seus propósitos de vida e sua principal marca, e ainda que ele apenas o faça com as pessoas que estão à sua volta, muitas outras serão impactadas, assim como uma pedra lançada nas águas calmas de um lago, formando vários anéis ao seu redor, que se reproduzem de acordo com a força do seu impacto. Portanto, quanto mais fortes e positivos são os seus exemplos e a sua influência positiva na vida daqueles que estão ao seu redor, maior será o impacto de sua liderança.
(Trecho do Livro “Coração de Líder”, de Marco Fabossi)

domingo, 1 de abril de 2012

Lidere a Si Mesmo (Liderança

 
Mané Garrincha, conhecido como o “anjo de pernas tortas”, que se notabilizou por seus dribles desconcertantes e que é considerado pelos especialistas como um dos maiores jogadores da história do futebol em todos os tempos, foi um dos heróis da conquista das Copas do Mundo de Futebol de 1958 e 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador da equipe brasileira. Ele jogou 60 partidas pela seleção entre 1955 e 1966, sofrendo apenas uma derrota em 1966 para a Hungria. Talvez você não saiba, mas o Brasil nunca perdeu uma partida quando Pelé e Garrincha jogaram juntos. Pelé, considerado o atleta do século, será sempre um ídolo mundial Garrincha, infelizmente, se deixou vencer pelo álcool e não conseguiu ir tão longe; morreu aos 49 anos, quase como um indigente, em janeiro de 1983.
Segundo Ruy Castro, autor do livro biográfico “Estrela Solitária” sobre Garrincha, houve ainda duas tentativas de suicídio, três acidentes de automóvel, num dos quais sua sogra morreu, e dezenas de internações por alcoolismo. O calvário de Garrincha, frisa seu biógrafo, se deve ao álcool e não, como se convencionou dizer, aos dirigentes esportivos que o enganaram, aos contratos em branco que assinou e aos amigos que o abandonaram.

Nada é mais conclusivo para provar a capacidade de liderança de um homem que as ações empreendidas, dia após dia, para liderar a si mesmo(Thomas J. Watson, ex-diretor da IBM).
Assim como Mané Garrincha, muitas pessoas com talento, habilidade e boas oportunidades, e entre eles vários líderes, estão bem longe de onde poderiam estar principalmente pela falta de autoconhecimento e autoliderança, dois fundamentos básicos para quem pretende liderar outras pessoas. “Quem é você? Quais são seus pontos fortes e pontos fracos? Aonde você quer chegar?”. Você tem respostas objetivas para estas perguntas?
Liderar pessoas não é uma tarefa simples, contudo, não existe resistência maior do que liderar a si mesmo, fazendo com que o próprio líder se torne o seu maior inimigo, porque a autoliderança é uma das ações que mais exige equilíbrio, determinação e disciplina por parte do líder. Os desafios começam na própria essência do ser humano, que já vem de fábrica com algumas características bem interessantes:

  • A visão que temos de nós mesmos na maioria das vezes não é realista, ou seja, não somos exatamente o que pensamos ser;
  • Somos capazes de formular conceitos sobre qualquer outra pessoa, exceto sobre nós mesmos;
  • Temos a tendência de julgar os outros por suas ações, e a nós mesmos pelas intenções, usando, assim, nossas boas intenções para justificar erros e amenizar resultados negativos.
Você se identifica com alguma dessas características? Eu sim. Estas são as razões básicas que tornam o autoconhecimento e a autoliderança tão importantes para o líder, que antes de conhecer e liderar os outros, precisa fazê-lo a si mesmo.
O líder que deseja influenciar pelo exemplo, tem, em primeiro lugar, o grande desafio de liderar a si mesmo por meio de autoconhecimento e autoliderança, conquistando equilíbrio em sua vida pessoal e profissional. Antes de inspirar, motivar, amar e servir aos outros, é preciso que o líder faça-o a si mesmo, viajando pelo interior antes de se aventurar pelo exterior, já que a jornada do crescimento, da liderança e do sucesso começa pelo lado de dentro.

Como as crenças e valores interferem em sua vida profissional

Nossos modelos mentais, formados pelas crenças e valores, determinam a forma que enxergamos a vida, e podem facilitar ou dificultar o desenvolvimento de capacidades e comportamentos em cada um dos papéis que exercemos no dia a dia

Consciente ou inconscientemente, assumimos papéis diferentes em nosso cotidiano. Em alguns momentos somos pais, em outros filhos, depois profissionais, amigos, líderes, chefes, estudantes, motoristas, cônjuges, parceiros e assim por diante. Cada papel é sustentado por um conjunto de crenças e valores. Coisas em que acreditamos, como por exemplo: no papel de líder posso tanto acreditar que ninguém consegue fazer as coisas tão bem quanto eu quanto crer que meus liderados são pessoas capazes, que podem executar determinadas tarefas tão bem, ou melhor, do que eu.
Ambos são crenças e valores que me levam a distintos comportamentos e capacidades. Neste exemplo, a primeira crença leva o líder a desenvolver a capacidade de ser centralizador, alguém que não delega porque não confia que as pessoas possam fazer as coisas tão bem quanto ele. Já a segunda crença conduz o líder na direção oposta, ajudando-o a adquirir a capacidade de delegar, por acreditar no potencial das pessoas que estão ao seu redor.
Nossos modelos mentais, formados pelas crenças e valores, determinam a forma que enxergamos a vida, e podem facilitar ou dificultar o desenvolvimento de capacidades e comportamentos em cada um dos papéis que exercemos no dia a dia.
É por isso que mudanças efetivas e duradouras começam pela transformação do nosso Modelo Mental, do nosso jeito de acreditar nas coisas. Porém, é interessante notar que, normalmente, iniciamos mudanças apenas tentando ajustar determinados comportamentos, e percebemos que as coisas mudam por um tempo, mas logo voltam ao estado inicial. Isso ocorre devido ao desalinhamento entre crenças (aquilo que acreditamos) e comportamento (aquilo que fazemos).
Para que as mudanças realmente aconteçam é preciso, em primeiro lugar, questionar crenças e valores, porque é quando mudamos a maneira de enxergar determinadas situações e adquirimos nova consciência, é nesse patamar que desenvolvemos capacidades e comportamentos alinhados e coerentes com este novo ponto de vista, fazendo com que as mudanças verdadeiramente aconteçam. Peter Senge reforça este conceito no livro A Quinta Disciplina, quando comenta: "Embora não se comportem de forma coerente com aquilo que dizem, as pessoas comportam-se de forma coerente com aquilo que acreditam".
Refletindo sobre tudo isso, podemos concluir que os Modelos Mentais de cada indivíduo não são necessariamente uma verdade, a não ser para si mesmo, porque foram criados com base em suas próprias experiências. Uma criança que assiste assiduamente o desenho do Pica-Pau, por exemplo, pode crescer acreditando que para ganhar é preciso que os outros percam.
Você deve estar se perguntando: "mas como então mudar as crenças e valores?" A resposta é: questionando-os. Usando uma das armas mais poderosas que temos: as perguntas. Se alguém chega atrasado constantemente, em vez de apenas dizer: "eu não quero que você chegue atrasado!", experimente chamar esta pessoa para conversar e faça-lhe algumas perguntas como: "você tem planos de crescimento aqui na empresa? (Se ela responder "não", nem continue); "como você entende que seus atrasos constantes podem contribuir para seu crescimento?"; "se tivéssemos uma posição em aberto neste momento com suas características, pensa que este seu comportamento o aproximaria ou o afastaria dela?"; "Se continuar com este comportamento, o que pensa que pode acontecer?".
Se conseguir levar a pessoa a refletir sobre determinada situação a ponto de ela rever suas crenças e valores, e então decidir mudar o seu modelo mental por si mesma, as chances de que um novo comportamento se estabeleça é muito maior, porque ninguém muda ninguém, mas ninguém muda sozinho.
Administradores.com

sábado, 31 de março de 2012

Perguntaram para uma jovem violinista qual o segredo de seu sucesso, ela respondeu:
- Negligência Planejada.
Em seguida explicou:
– Quando estava na escola, havia muitas coisas que exigiam meu tempo. Ao ir para meu quarto depois do café da manhã, arrumava a cama, colocava o quarto em ordem, varria o chão e fazia tudo aquilo que achasse importante. Em seguida corria para estudar violino. Com o tempo descobri que não estava progredindo como gostaria, assim inverti as coisas. Enquanto o tempo de estudar violino não acabava, deliberadamente negligenciava todas as outras coisas. Esse programa de negligência planejada, a meu ver, é o responsável por meu sucesso.

Algumas das expressões mais ouvidas em nossos dias são: “Não tenho tempo”, “Não deu tempo”, “Não vai dar tempo”, etc. Você já parou pra pensar no que está por trás dessas palavras? Será que é realmente “falta de tempo”? Não seria falta de prioridade? Se refletirmos sobre isso, talvez cheguemos à conclusão de que não existe “falta de tempo”, já que todos os seres humanos têm exatamente a mesma quantidade de tempo disponível em seu dia-a-dia.
Na vida pessoal e profissional, nós priorizamos aquilo que julgamos importante, por isso, antes de dizer que não temos tempo para alguma coisa, seria importante refletir se essa coisa é realmente prioritária para nós. Se for, precisamos arranjar tempo para ela, ainda que tenhamos que usar a estratégia da Negligência Planejada

quarta-feira, 14 de março de 2012

Renovar e Ousar

Vida! Ninguém conhece o seu sentido maior, ela não faz promessas, são muitos os seus mistérios. Ela nos da tempo e possibilidades, cabe a nós escolhermos os que queremos e nos arriscarmos.
Quem quer fazer a vida valer à pena, deve buscar seus próprios caminhos e sonhos, na verdade criá-los.
A vida não garante o que seremos ou o que teremos, essa parte é nossa. Se por algum motivo não estamos bem com qualquer coisa cabe a nós a renovação e a ousadia.
A vida é um presente precioso em que tudo é possível para aqueles que estão dispostos à realmente arriscar vivê-la.É tempo de mudança! Para renovar e ousar, primeiro olhe para trás...
Renda graças a Deus que na sua bondade infinita não condena, mas sim, concede ao homem a facilidade da reparação.
Livre-se da culpa que paraliza as nossas oportunidades de crescimento.
Aprenda com os erros e enalteça seus acertos, os erros são lições e os acertos são evidências de que passamos na prova.
Todos nós temos possibilidades de errar e de acertar na jornada da vida, necessitamos caminhar para aprendermos, colocarmos nossos dons naturais em treino repetidamente entre ensaios e erros. Isso nos leva ao acerto.Deixe seu passado para trás e olhe para frente...
Cada um de nós pode escolher em que direção seguir, mesmo que o vento tome outra direção, o leme está em nossas mãos.
Deixe o vento da vida te soprar na frente, atrás e a sua volta, mas saiba que somente você em seu coração sabe para que lado você quer seguir.
Acredite em você e acredite na vida, sonhe mais, hesite menos, preencha sua existência com momentos especiais e torne seus sonhos realidade.
Não se preocupe ou fique esperando seu futuro, estabeleça a direção, transforme seus sonhos em metas, concentre-se no hoje como se já estivesse chegado lá.
Tome seu futuro como uma bússola e viva o agora...
O tempo está ao seu lado e na sua linha da vida o único ponto que importa realmente é o agora.
Não tenha medo de ser vulnerável ou frágil, acredite que você é único e tenha orgulho de ser o que é. Você é especial!
Seja honesto nas suas palavras e atitudes, tenha a certeza de que o amor faz parte de tudo e é a liga que nos torna parte do universo.

 Torne a sua vida bela, se tudo na vida tem dois lados, um positivo e outro negativo, para que lado você esta olhando? Veja o lado positivo das coisas.
Aprecie os lugares por onde anda, aprecie as pessoas a sua volta, isso é saber aproveitar o momento presente.
Deixe que sua vida seja uma maravilhosa aventura, faça sua vida da forma como você quer que ela seja, crie um estilo de vida que lhe dê mais felicidade.
Sorria para a vida, sorria para os outros, sorria para si mesmo, esse é o grande segredo da verdadeira felicidade.
Renove sua existência, ouse ser feliz! Isso só depende de você e quando seu coração disser para a sua coragem “vá”, vá mesmo, isso se chama ousadia.
Ouse aprender com o passado, criar o seu futuro e viver feliz no presente.
Ouse sonhar, fazer, realizar e conquistar.
Ouse se amar, amar ao próximo e a Deus sem barreiras.
Ouse crescer, desenvolver-se, evoluir e ser melhor a cada dia.
Ouse ser você mesmo, suas paixões, seus erros e acertos.
Ouse viver sua vida com esplendor, magia e felicidade.

Transforme sua vida num círculo virtuoso de renovação e ousadia e quando chegar onde você quer da melhor forma que quiser, sonhe de novo, comece de novo, isso é renovar e ousar!

Um grande abraço,

Onde está seu foco?

Informacao, coaching, desenvolvimento, possibilidades, organizacao, organizacional, negocios, pesquisas, informativos, releases, novidades, conhecimento, on line, cientifico, comportamento, carreira, psicologia, coach, coaching, educacao, aprendizagem, cultura, organizacao, empresa, RH
Essa questão é essencial para se ter sucesso na vida, seja no trabalho, nos relacionamentos, na carreira, na família ou qualquer outra dimensão que possa sonhar.
Na roda de sua vida, foco é o passo definitivo para as mudanças necessárias em seus pensamentos e sentimentos com relação ao que você faz aqui e agora, é isso que determina seus atos, que cria seus hábitos, que define seu caráter, que criará seu destino. Isso levanta outras questões essenciais em sua vida:

 Para onde você quer ir?

 Quais são suas perspectivas e sonhos?

Você tem tudo o que merece? O que é possível para você?

 Como ter um futuro brilhante e realizador?
Hoje é muito fácil se entregar ao “vício da urgência” e nos esquecermos do que realmente é importante para nós. Esquecemo-nos do que nos traz felicidade, paz, sucesso e alegria de viver.


            

terça-feira, 13 de março de 2012

Cachorro Velho (Criatividade)

Uma velha senhora foi para um safári na África e levou seu velho vira-lata com ela.
Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido.
Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço.
O cachorro velho pensa:
- Oh! Estou mesmo enrascado!
Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador. Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto:
- Cara, este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.
- Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco! O velho vira-lata quase me pega!
Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum…
E assim foi rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção ao predador, em grande velocidade, e pensa:
- Aí tem coisa!
O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo. O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz:
- Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que vai acontecer com aquele cachorro abusado!
Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:
- E agora, o que é que eu posso fazer?
Mas, ao invés de correr (porque sabia que suas pernas doídas não o levariam muito longe), o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:
- Cadê aquele macaco safado? Estou com fome! Eu o mandei buscar outro leopardo pra eu comer, e até agora não voltou!
Nos momentos de crise, o melhor remédio é não se desesperar, e pensar numa saída criativa. São nos momentos de crise que as melhores idéias aparecem.
Se você ou sua equipe está vivendo um momento de crise, mantenha a calma, pense, reflita sobre as possibilidades, “pense fora da caixa”, reúna pessoas interessadas em resolver o problema, de liberdade para as pessoas pensarem e expressarem sua opinião e criatividade. As idéias e a solução vão surgir, com certeza.
Um grande abraço,

O Violinista e o Pedreiro (Trabalho em Equipe)

Um violinista, bastante elogiado em seus concertos, tinha um irmão que era pedreiro.

Certo dia, uma mulher disse ao pedreiro:
- Deve ser maravlhoso ter um violinista tão famoso na família. É interessante como na mesma família, alguns têm mais talentos que os outros.
O pedreiro disse à mulher:
- É verdade. Meu irmão é um excelente violinista, mas não entende nada sobre colocar tijolos. Se ele não fosse capaz de tocar seu violino tão bem, não poderia contratar um pedreiro tão competente como eu, para construir sua casa.
“Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes”. (Paulo Freire)
Em uma equipe, todo trabalho e conhecimento são dignos e devem ser respeitados e valorizados

Máquina de Escrever (Trabalho em Equipe)

maquinaescrever Xu txnho uma máquina dx xscrxvxr qux apxsar dx sxr antiga funciona muito bxm, com xxcxção dx uma única txcla. Das 42 txclas qux xla txm, apxnas uma não funciona bxm, x como vocx podx vxr, isso faz uma xnormx difxrxnça.

Muitas xmprxsas x xquipxs são como xsta minha máquina dx xscrxvxr; nxm todas as pxssoas “funcionam bxm”, nxm todos dão o mxlhor dx si, x com isso prxjudicam x compromxtxm o rxsultado do trabalho dx todos. Alguns atx pxnsam: “Minha participação não x tão importantx assim”, mas como vocx podx notar, isso não x vxrdadx; uma única “pxça” faz muita difxrxnça.
Para qux uma xquipx possa trabalhar dx manxira xficixntx, x prxciso qux todos participxm dx manxira ativa, xquilibrada, conscixntx x rxsponsávxl, dando o mxlhor dx si para, comxçando pxlo lídxr.
Por isso, sx por algum motivo vocx um dia pxnsar qux sxu trabalho não x importantx para xquipx, ou mxsmo qux vocx x mais importantx do qux todas as outras pxssoas, lxmbrx-sx da minha vxlha máquina dx xscrxvxr.
.
Bem, agora eu voltei a usar o teclado do computador.
.Muitas organizações têm pessoas trabalhando em grupo e não em equipe, onde cada um se preocupa em realizar apenas sua tarefa e pronto. No trabalho em equipe, cada membro sabe o que os outros estão fazendo e sua importância para o sucesso da tarefa. Eles têm objetivos comuns e desenvolvem metas coletivas que tendem a ir além daquilo que foi determinado.
Toda equipe é um grupo, porém nem todo grupo é uma equipe. Pessoas que vão ao teatro para assistir a uma peça, por exemplo, são um grupo. Elas não se conhecem, não interagem entre si, mas têm o mesmo objetivo: assistir à peça. Já equipe, por exemplo, é o elenco dessa peça de teatro, onde todos trabalham juntos para atingir uma meta específica, que é fazer um bom espetáculo para a platéia, seus clientes.
Existe uma frase que resume muito bem o resultado do trabalho em equipe: Sozinhos vamos mais rápido, porém juntos vamos mais longe, porque juntos somos mais fortes.
 
Um grande abraço,

Rotina (Motivação)

– Eu estou cansado de passar horas trabalhando no mesmo lugar e ver todos os dias as mesmas pessoas. Cansado de chegar em casa e ver que tudo continua do mesmo jeito. Eu quero descansar e assistir meu jornal, mas meus filhos não deixam; eles querem brincar, conversar, querem que eu os ajude a fazer a lição de casa. Poxa, será que eles não entendem que eu estou cansado? Até meus pais me irritam algumas vezes.

- Trabalho, casamento, trânsito, filhos, pais, despesas… tudo isso está me deixando louco. Eu quero paz! A única hora que tenho paz é quando vou dormir; fecho os olhos e me esqueço de tudo e de todos.
Mas hoje, ao dormir, alguém veio falar comigo…
- Olá, eu vim te ajudar.
- Quem é você? Como entrou aqui?
- Sou um anjo de Deus. Ele ouviu as suas queixas e achou que você tem razão.
- Mas isso não é possível! Para isso estar acontecendo eu teria que estar no…
- Isso mesmo, você está… Você não se preocupará mais em ver sempre as mesmas pessoas no trabalho, não terá que agüentar sua família, seus filhos não o incomodarão mais, não precisará ouvir os conselhos de seus pais, e nem terá mais qualquer despesa para se preocupar. Ah, e aqui não tem trânsito.
- Mas o que acontecerá com todos? Com o meu trabalho? Com a minha família?
- Não se preocupe. No seu trabalho já contrataram outra pessoa para o seu lugar e ele certamente está muito feliz porque estava desempregado.
- E minha esposa, meus filhos?
- À sua esposa será dado um bom marido, que a queira bem, que a respeite e admire por suas qualidades; alguém que aceite seus gostos e defeitos, e até suas reclamações. Além disso, ele se preocupará com os seus filhos como se fossem filhos dele. De certo ficará muito feliz, já que é estéril e não pode ter filhos. Todos estarão muito felizes.
- Mas eu não quero isso!
- Sinto muito, mas a decisão já foi tomada.
- Mas isso significa que eu jamais voltarei a beijar minha esposa, nem ver o rostinho dos meus filhos. Não vou poder dizer “eu te amo” e nem mostrar o quanto eles são importantes pra mim. Não vou nem poder abraçar os meus pais? Não, eu não quero morrer, quero viver, envelhecer junto com a minha esposa, fazer a viagem que há muito planejamos, colocar aquela roupa que ganhei, levar meus filhos ao passeio que sempre prometi. Eu não quero morrer!
- Mas você não queria descansar? Agora já tens seu descanso eterno, durma para sempre.
- NÃO, NÃO QUERO, POR FAVOR, DEUS!
- Que aconteceu amor? Teve um pesadelo? – Disse minha esposa me acordando carinhosamente.
- Sim, um pesadelo horrív… – Parei a frase na metade, olhei pro rostinho dela, seu semblante de preocupação comigo, ali do meu lado, e então sorrindo falei:
- Não meu amor. Não tive pesadelo nenhum, tive um encontro com Deus, que me ajudou a lembrar de coisas que eu havia esquecido, e que acaba de me dar uma nova oportunidade de valorizar tudo aquilo que tem colocado em minhas mãos.
Temos a tendência de nos acostumarmos com a rotina do dia-a-dia, com as pessoas que amamos e convivemos, com as coisas que temos (e não temos), e acabamos deixando de perceber a importância que elas têm em nossas vidas, e como seria difícil viver sem elas.
Busque prestar mais atenção nas pessoas e em tudo aquilo que está ao seu redor. Valorize as coisas simples da vida. Cuide bem das pessoas e coisas que Deus tem colocados em suas mãos. Cada dia é uma nova oportunidade para fazermos a coisa certa.
Um grande abraço,

segunda-feira, 12 de março de 2012

A Vaquinha (Motivação)

Certo sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Chegando ao sitio, constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios, e a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, disse ao seu fiel discípulo:
- Pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali à frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.
O jovem arregalou os olhos, espantado e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, resolveu cumprir a ordem, e empurrou a vaquinha morro abaixo.
Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem, até que, um belo dia, ele resolveu largar o que estava fazendo e visitar aquele mesmo lugar e “confessar” tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los. E assim o fez.
Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver. Apertou o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu:
- Continuam morando aqui.
Espantado, o discípulo entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?
E o senhor, entusiasmado, respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos que “nos virar”, fazer outras coisas, e desenvolver habilidades que nem mesmo nós sabíamos que tínhamos, e assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora!
Devemos expandir nossas habilidades para coisas novas. Só assim cresceremos, e nossa empresa progredirá.
Todos nós temos uma ou mais “vaquinhas” que aparentemente nos sustentam, mas que ao mesmo tempo nos limitam e impedem de buscarmos sonhos maiores. Descubra quais são as suas, e empurre morro abaixo!
Um grande abraço,

Fonte: Blog da Liderança

Um Cearense Vendedor(Criatividade)

Um Cearense vindo da roça se candidatou a um emprego na maior loja de departamentos da cidade; Nela podia se comprar de tudo.
O gerente perguntou ao rapaz:
- Você já trabalhou alguma vez na vida?
- Sim, eu fazia negócios na roça.
O gerente gostou do jeito simpático do Cearense e disse:
- Pode começar amanhã e no final da tarde eu venho para verificar como você se saiu.
Foi um dia longo e árduo para o rapaz, e às 17:30 o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou:
- Quantas vendas você fez hoje?
- Uma!
- Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia.
De quanto foi a venda que você fez?
- Dois milhões e meio de Reais!
- E como você conseguiu isso?
- Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Daí eu lhe vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa, para pescaria pesada. Eu lhe perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então eu o acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha, levei-o à seção de carros e lhe vendi uma caminhonete com tração nas quatro rodas.
O gerente levou um susto e perguntou:
- Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?
- Não senhor, ele entrou aqui, de fato, para comprar um pacote de absorvente para a esposa, e eu disse a ele:
- Me parece um final de semana perdido; Por que o senhor não vai pescar?
A Criatividade e a Persistência nos levam a resultados extraordinários! Pratique a criatividade. Tente fazer este exercício:
Exercício para Criatividade.
1 – Escolha cinco objetos que estão a sua volta neste momento, e anote o nome deles em uma folha de papel. (só depois disso passe para o passo seguinte)
2 – Escreva para cada objeto, cinco utilidades não usuais. Se você quiser, e se for possível, você pode desmontar o objeto. Exemplo: Um relógio de parede poderia ser usado como bandeja, peso de papel, etc. Seus ponteiros podem ser utilizados como pequenas réguas e agulhas…
3 – Procure gastar no máximo 1 minuto em cada objeto.
Às vezes estamos “de bobeira” na recepção de uma empresa ou um consultório médico. Este é um bom momento para praticar este exercício. Se o praticarmos com freqüência, como tudo na vida, se tornará um hábito e, sem que percebamos, estaremos desenvolvendo e aperfeiçoando esta “habilidade”: a criatividade.

Fonte: Blog da Liderança