sábado, 16 de fevereiro de 2013

Os 7 pecados da liderança


"À medida que ergo alguém, eu cresço junto com ele" John C. Maxwell
Pecar vem do latim pecare. Significa "errar de alvo". Sempre que pecamos, erramos em alguma coisa. A definição dos 7 pecados capitais, para muitos, é um manual que dita o que não se deve fazer e, também, serve para julgar quem fez algo errado. Na mesma medida, os pecados ocorridos dentro de uma empresa também são erros que podem levar qualquer um à falência. A diferença é que até agora ninguém sabia a lista, não tinha o manual do que não se poderia fazer. Até agora. Porque, a partir deste momento, você tem em suas mãos as 7 atitudes que podem derrubar seu comando. Liderar é verbo transitivo direto. Exige um complemento, não tem sentido sozinho. Fica incompleto, sem definição. Afinal, quem lidera, lidera alguma coisa ou alguém. Essa regra gramatical não serve apenas para produzir textos coesos, pois quando aplicada na prática, ela oferece benefícios que vão além do uso correto do idioma.
O preceito da função é o mesmo da língua portuguesa: da mesma forma que a expressão sem objeto está errada, um líder sem o apoio da equipe também não irá muito longe, porque sozinho ele é insuficiente.
Exercer uma liderança envolve muito mais do que conhecimento técnico da profissão e embasamento teórico. É necessário gostar de pessoas, retirar o que há de melhor nelas e, ainda, desenvolvê-las. "À medida que ergo alguém, eu cresço junto com ele".
Mas como definir liderança? Será que é possível encontrar uma explicação simples para uma atribuição tão complexa? John Vereecken, presidente da Lidere, tem uma definição curta e direta: "Liderança é influência". Segundo ele, ser líder independe do cargo, mas tem tudo a ver com a habilidade do profissional para entusiasmar pessoas.
O psiquiatra, professor e consultor Paulo Gaudencio defende a mesma tese e usa o ex-presidente norte-americano John Kennedy para ilustrar seu modelo de líder: "O sonho dele era colocar um americano na Lua antes dos russos e ele comprometeu toda a nação com esse ideal". O fato de esse feito ter ocorrido após a morte de Kennedy reforça ainda mais a tese de Gaudencio. "Ele não era mais necessário, pois já tinha influenciado todo o país a realizar esse objetivo."
Para muitos estudiosos e especialistas, o alicerce de um bom líder está na capacidade de despertar nos liderados o desejo de ação e realização de uma meta. O ideal não é que todos os funcionários o idolatrem, mas que vejam nele uma fonte de inspiração para desenvolver uma tarefa da melhor maneira possível. Entretanto definir virtudes de um profissional não é uma equação exata, porque cada característica tem um peso para uma companhia. A somatória delas implica o valor que a empresa atribui para sua balança. Uma qualidade que pode ser essencial para uma, pode ser irrelevante para outra. No entanto, os defeitos de um líder não seguem a mesma regra aritmética, pois seus pesos têm o mesmo valor para empresas de todo o mundo. Mais que isso, tornam-se pecados mortais e levam qualquer líder à falência. Saiba agora quais são as atitudes que podem derrubar sua liderança.


Arrogância

Arrogância é orgulho, presunção, altivez. Atribuída à personalidade de um profissional que exerce a função de líder pode causar estragos: "Quando ele não aceita a opinião dos subordinados e impõe suas idéias começa a gerar problemas". Indivíduos que se julgam melhores que seus liderados tendem a ser mais arrogantes, pois acreditam que o fato de serem mais jovens, mais velhos, com mais experiência ou com um nível acadêmico elevado os faz superior ao resto da equipe. "Quando alguém se apóia na imagem o resultado é um comportamento arrogante". "Esse tipo de líder está fadado a cometer erros de estratégias sérios".


Ser centralizador

Se quiser que algo fique bem feito, faça você mesmo. Esse é o mantra que rege a cabeça de um líder centralizador. Ele acredita que ninguém tem capacidade de produzir algo do jeito que deseja, por isso prefere fazer sozinho. "Esse perfil é mais comum do que se imagina e ocorre porque muitos dos líderes já passaram por quase todas as funções da empresa e sabem fazer tudo". Essa atitude pode gerar competição dos liderados com o líder ou a transferência das responsabilidades, ou seja, os subordinados deixarem de fazer suas tarefas porque sabem que o líder irá fazer. Por isso, essa ação tem causa ambígua e pode virar contra o próprio líder, pois à medida que ele faz todas as funções do departamento, abre precedentes para desencadear uma série de outros problemas.
Não dar feedback

 Um dos preceitos da comunicação é o feedback. O ato de falar algo que está indo bem ou mal para um subordinado proporciona ganhos incalculáveis. E no caso negativo, ou seja, não dar feedback, as perdas também são incontáveis. "O funcionário pode achar que está agradando e, na verdade, não está. A única maneira de ele saber isso é falando com ele". Ele completa que o feedback é fundamental para o colaborador formar outros líderes, porque dá oportunidade para eles crescerem. É importante ressaltar que o feedback não deve ser dado apenas para aquelas pessoas que apresentam problemas nas tarefas, mas também àquelas que estão desempenhando seu papel muito bem.


Assédio moral

Assédio moral está presente em quase todas as organizações. Em alguns casos, humilhações e constrangimentos tornaram-se cenas diárias em muitas companhias. De acordo com a Ong Assédio Moral, a humilhação no trabalho é definida da seguinte forma: Exposição dos trabalhadores a situações ofensivas, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. Por isso, expor um subordinado a situações de ridicularizarão irá contribuir para o afastamento do líder. "Isso tem a ver com falha de caráter e se comprovado é caso de demissão". A causa desse tipo de atitude é desenvolver na equipe um sentimento de insegurança e medo. Afinal, nunca se sabe quem será a vítima do dia, quem sofrerá com acusações, gritos e humilhações em público.

"Liderança é influência" John Vereecken

Ser egocêntrico

O psicanalista Sigmund Freud (1856-1939) defendia que a personalidade é dividida em três sistemas principais: id, ego e superego. Sintetizados de uma maneira superficial, esses elementos podem ser entendidos da seguinte forma: Id é o princípio do prazer, Ego o princípio da realidade e Superego o da moralidade. Portanto, de acordo com a psicanálise, o ato de se preocupar somente consigo mesmo está ligado ao Id. Entretanto independentemente da terminologia, quando um líder coloca seus interesses à frente dos interesses da empresa e de seus colaboradores está fadado ao fracasso. "O ego exacerbado de um líder compromete todo o desempenho de seus colaboradores e esta postura transforma-se em custo, sem nenhum retorno para a empresa".


Desequilíbrio emocional

"O líder tem um ajustamento em que as emoções prevalecem sobre a razão, determinando um comportamento excessivamente emocional. É imprevisível" A definição de Paulo Gaudencio explica bem o que é um funcionário desequilibrado emocionalmente. Esse perfil afasta o grupo e perguntas do tipo "como ele (o chefe) está hoje" são freqüentes na equipe. Os funcionários começam a evitar a falar com o líder, pois sabem que a qualquer momento podem presenciar cenas como choro incontrolável, raiva e medo. Há casos que os problemas domésticos influenciam as ações do líder no ambiente de trabalho ele passa a resolver suas questões pessoais no ambiente corporativo.
"Características como pavio curto e humor variável são predispostos ao desequilíbrio". Há empresas que estimulam o comportamento desequilibrado. "A pressão por prazos e resultados pode contribuir para o quadro."

Não fazer parte da equipe

Quem não conhece um líder que não assume os erros do grupo? Ou, então, aquele que se glorifica para o superior dizendo que os bons feitos são originários de suas idéias. Esse perfil de liderança é definido da seguinte maneira: "Eu ganhei, nós empatamos e vocês perderam". Creditar as vitórias para si e os erros para os funcionários mostra, além de insegurança, falta de honestidade. "É necessário compartilhar vitórias e derrotas e não fazer parte da equipe espanta outras futuras lideranças".
 "Quem não sabe trabalhar em equipe não poderia nem ser líder, pois não tem futuro no meio empresarial".
Os ensinamentos de John C. Maxwell

O norte-americano John C. Maxwell é mais que um simples consultor de liderança. Com mais de 13 milhões de livros vendidos no todo o mundo, tornou-se um verdadeiro guru da liderança nos quatro cantos do planeta. Seus ensinamentos viram leis para muitos executivos e empresários de inúmeros países. Na sua primeira visita ao Brasil, em fevereiro de 2008, ele ministrou uma palestra em que expôs algumas lições de liderança:

Os líderes inseguros tentam rebaixar as pessoas e à medida que eu rebaixo alguém eu também me rebaixo.

Tentar transformar qualquer pessoa em líder é um erro. Eu fiz isso durante muitos anos e errei. Você deve saber quais são as pessoas que podem ser líder. Não dá para investir em todo mundo, é preciso escolher alguém.
Para escolher um líder é preciso colocar 21 qualidades num papel e na hora da entrevista deve avaliar se o candidato tem as qualidades que você precisa. Por isso, é preciso saber o que está procurando.
Vou citar três qualidades que julgo essenciais para um líder:
1° Influenciar outras pessoas: Procuro pessoas que têm influência e que atraem outras para perto de si. Isso mostra que ela já tem um talento de liderança. Sempre procuro um influenciador, porque lá tem um bom líder.
2° Gerar resultados: Procuro pessoas que têm a capacidade de gerar resultados e de execução. Melhor ainda quando você dá uma tarefa e ela faz mais do que você pediu. Isso é importante para a liderança porque se eu não consigo produzir para mim mesmo, não posso ensinar os outros a produzir. Se não gero resultados, não posso influenciar os outros a ter resultados.
3° Ter caráter e integridade: Saber se a o profissional é digno de confiança. Se fala a verdade e tem bom caráter é fundamental. Quando você confia uma responsabilidade a uma pessoa, essa pessoa tem que ser digna de confiança, porque senão ela vai usar o poder que você deu para atrapalhar os outros.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mais ou menos não é só uma frase, mas uma atitude ruim.



Mais ou menos não é só uma frase, mas uma atitude ruim.
Depois de superar algumas dificuldades no trabalho você conseguiu tirar férias e está seguindo viagem, quando o comandante de seu vôo diz: – Não precisam se preocupar com turbulências, o tempo não está bom, mas também não está ruim. Está mais ou menos. Pronto, acabou o sossego!
O stress o levou ao cardiologista, depois dos exames você se encontra com o médico e pergunta: – Doutor como estou?
Ele simplesmente lhe diz: – Mais ou menos.
Certamente essa resposta não irá atender suas expectativas. Insistirá para ter um posicionamento, ainda que lhe diga que está mal e os cuidados que deve tomar.
No restaurante o garçom lhe pergunta: – Como o senhor gostaria de seu bife?
Para ter certeza que virá a seu gosto diria mais ou menos? Certamente que não.
Seu computador tem apresentado alguns defeitos, isso o está deixando irritado. Acabou de comprá-lo. O equipamento fica quinze dias na assistência técnica, finalmente avisam para retirá-lo.
Quando pergunta ao técnico se está tudo resolvido, ele simplesmente responde: – Mais ou menos.
Fico imaginando se saiu de lá satisfeito e quantas vezes mais voltará a procurá-los.
Um dia, refletindo sobre a vida após a morte, você, amigo de seu conselheiro espiritual, lhe pergunta: – Quando morrer irei para o céu?
Ele olha e calmamente responde: – Mais ou menos.
Nesse momento, infalivelmente, sua voz interior gritará: – Mais ou menos?
Mais ou menos estabelece falta de comprometimento ou deixa essa impressão.
Na vida, quanto mais pudermos eliminar o “menos” melhor.
O azar, o fracasso, sempre nos rondam, então não devemos lhes dar oportunidades.
A corda está mais ou menos, não use. O paraquedas foi dobrado mais ou menos, não salte. O conserto do gás ficou mais ou menos, não acenda o fogo. Tome providências para a palavra “ menos” não encontre lugar quando procura resultados.
Tenho uma vida voltada a projetos, desenvolvi muitos, trabalhei com uma quantidade bastante significativa de pessoas, os melhores resultados obtive quando o conceito do mais ou menos não fez parte.
Aprendi muito com um dos mentores que usava como referência uma velha história:
O funcionário, após horas de trabalho, leva a planilha com seus cálculos para o chefe. Este lhe pergunta: – Ficou bom?
A resposta é curta: – Mais ou menos.
O chefe: – O que poderia ser melhorado?
O funcionário entusiasmado lhe mostra uma série de detalhes.
– Excelente, volte lá e faça esses ajustes- diz o chefe.
E assim o evento se repete até que exausto e sem ter mais o que dizer o funcionário se rende: – Chefe, desculpe, não sei mais o que sugerir. Isso é o máximo que possa fazer.
Satisfeito o chefe responde: – Perfeito, agora sim analisarei o trabalho. Observe que a cada revisão você adicionou informações, em nenhum momento retirou. Com isso multiplicou nossos conhecimentos e os resultados.
O funcionário depois de alguns momentos observa: – Chefe, hoje realmente aprendi uma grande lição. Mais ou menos não soma nem multiplica, só subtrai.
Com freqüência tratamos muitos assuntos mais ou menos e queremos bons resultados.
Precisamos mudar nossa mentalidade de mais ou menos para excelência em desempenho. Esse processo de mudança de mentalidade se chama metanóia.
Formando uma corrente de excelência em desempenho estaremos assegurando o direito à uma vida melhor.
Ou você prefere viver mais ou menos?


Infelizmente, muitas carreiras e negócios têm falido por que impera a cultura do mais ou menos. Muita riqueza que viria à tona está submersa no lodo da mediocridade.
Vemos, frequentemente, colaboradores realizando trabalhos medíocres, deixando escapar por entre os dedos grandes oportunidades de crescimento. Não fazem benfeito o mínimo para que foram contratados, e não percebem que é isso que impossibilita de darem o brinquedo novo para o filho, de realizarem aquela viagem dos sonhos com a família, ou, simplesmente de terem a dignidade de pôr à mesa o pão de cada dia.
O pior é que atitudes como essas não prejudicam apenas quem as têm, mas sim, a todos os componentes da equipe, e, claro, todo o resultado da empresa.
Tenho visto centenas de carreiras afundarem porque os profissionais adotaram a cultura do mais ou menos. Às vezes, só porque a promoção esperada não veio em seis meses, muitas pessoas começam a fazer mal feito seus serviços, para, pelo menos, serem demitidas e viverem um tempo do seguro-desemprego e do fundo de garantia. Não entendem que estão criando um círculo vicioso na mente, nas conexões cerebrais, que tenderá a sempre agir dessa maneira, pois ela se sente bem com o resultado. O problema é que essa “boa sensação” vira uma doença mental: a mediocridade.
Quando algo não está nos deixando satisfeitos, o que é certo fazer, antes de qualquer outra coisa, é abrir um diálogo entre as partes para esclarecer os acontecimentos e expor ideias. Se não formos ouvidos, dignamente “pedimos para sair”, e buscamos ambientes onde sejamos vistos, reconhecidos, claro, se estivermos além do nível do mais ou menos.
Isso acontece em todas as áreas. É o professor dando aula mais ou menos porque ganha pouco, é o mecânico consertando carros mais ou menos pelo fato de detestar a profissão que exerce, o médico prescrevendo qualquer medicamento sem realmente se preocupar com a vida do paciente, pelo fato de seu pai ter imposto que se tornasse médico, quando, na verdade, gostaria de ser vocalista de uma banda. E, lógico, há os que fazem mais ou menos por pura preguiça, por falta de comprometimento com a empresa e pessoas.
Mas são apenas os colaboradores que fazem coisas mais ou menos? Obviamente que não. Há muita gente competente sendo esquecida nas empresas porque a liderança é medíocre. São chefes, do tempo das cavernas, onde impera a cultura do chicote, da gritaria, como se isso trouxesse mais produtividade, vendas e lucro. Há donos de empresas implantando a cultura do mais ou menos na mente dos seus colaboradores, dizendo, por exemplo, que em vez de usar um material de alta qualidade, para colocarem “qualquer coisa só para tapar o buraco”, imaginando que isso trará lucro, e não se dão conta de que atitudes como essas só levam à derrocada.
Penso que a fonte disso tudo é que as pessoas não estão preocupadas com o próximo. O atendimento, numa grande parcela das empresas, é frio, onde o vendedor se esquece que por detrás do bolso do cliente há um ser humano, com necessidades que precisam ser supridas, e, na imensa maioria das vezes, não é de produtos ou serviços, e sim, de atenção, de sensação de importância, que fique claro que a empresa não o vê como uma cifra. O cliente sabe que terá que pagar pelo que foi buscar, entretanto, com toda a certeza, ele abre a carteira com menos resistência quando se sente valorizado como pessoa.
Precisamos do óbito do mais ou menos. Temos que entrar nos projetos da nossa vida para arrebentar a boca do balão, fazermos algo tão benfeito que finquemos nossa marca como o prego deixa a sua na madeira quando é pregado.
Talvez, o segredo do sucesso seja sempre dar o seu melhor, naquilo que você estiver fazendo agora. Não importa se isso é o amor da sua vida, afinal, o amor da vida da gente é aquilo que nos dá dignidade e a capacidade de honrar os compromissos e realizar sonhos.
Se fizer o seu melhor e não for reconhecido, fique tranquilo: o problema não é você, é o lugar ou as pessoas com quem se relaciona. Ou seja, é só procurar outro lugar e levar você até lá.

sábado, 19 de janeiro de 2013

O Leão e Gazela

 

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“Toda manhã, na África, uma gazela acorda.ela sabe que deverá correr mais rápido do que o leão, ou morrerá.
Toda manhã, na África, um leão acorda. ele sabe que deverá correr mais rápido do que a gazela ou morrerá de fome.
Quando o sol surgir no horizonte,não importa se você é leão ou gazela.”
É melhor que você comece a correr….AGORA!!!!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Tem gente atrás do crachá


 
 
Enquanto a copeira servia café e água no início da reunião, o diretor de um dos maiores conglomerados brasileiros, buscando conhecer um pouco mais sobre a empresa* que pretendia contratar como parceira, perguntou à Diretora de RH:
– Aqui nesta empresa as pessoas são felizes?
– Bem, ninguém melhor que as próprias pessoas para responder essa pergunta – respondeu a Diretora de RH, e em seguida perguntou à copeira: Você é feliz aqui na empresa?
– Ah, eu sou muito feliz! Aqui, quando eu vou tirar o lixo dos cestos nas mesas, as pessoas me agradecem, conversam comigo, me notam. Quando eu sirvo café, elas também agradecem. Aqui as pessoas me tratam com educação, elas me notam, e eu me sinto respeitada – respondeu a copeira.
O diretor do grande conglomerado então respondeu:
– Isso é muito importante para que possamos trabalhar juntos, porque em nossa empresa as principais prioridades são: pessoas, pessoas e pessoas. O resto a gente dá um jeito.
Antes que terminasse a semana, este mesmo diretor liga para a empresa e confirma:
– Decidimos contratá-los como nossos parceiros.
*A personagem principal dessa história é a Dona Naide, copeira/faxineira da Car Park, dirigida pelo Paulinho (Paulo Henrique Coelho da Fonseca Machado), uma empresa que planeja, implanta e administra estacionamentos, e que tem como principais valores: Amor, Família, Confiança, Saúde, Compromisso com a realização continua, e Inspirar e contribuir para o desenvolvimento humano.
Somente uma liderança que valoriza as pessoas e que tem plena consciência de que “tem gente atrás do crachá”, é que consegue estabelecer uma cultura de respeito e valorização do ser humano nas organizações.
Quando as pessoas são respeitadas e reconhecidas, passam a perceber que o trabalho que realizam vai muito além das tarefas que executam, e com isso se dão conta de que fazem parte de uma equipe que se ajuda, colabora e se empenha na realização de uma obra muito maior.
Por isso, uma das premissas para tornar-se um bom líder é respeitar, valorizar e reconhecer as pessoas, algo que não depende de aprendizado, mas de decisão e atitude. Reconhecer as pessoas pelo que são e pelo que fazem, ainda que, em nossa percepção, seja um trabalho simples e rotineiro. Basta imaginar os banheiros do nosso local de trabalho sem pessoas para limpá-los; como seria? Você já parou em algum momento do dia para dizer a uma dessas pessoas algo como: “- Muito obrigado pelo importante trabalho que realiza aqui na empresa. Sem você esse lugar seria uma bagunça.”? Quanto tempo demora reconhecimento deste tipo? Quinze segundos? E quanto tempo você acha que ele vai durar na vida dessa pessoa? Talvez a vida toda.
Nossas organizações estão repletas de gestores altamente capacitados, dotados de enorme competência técnica e gerencial; homens e mulheres preparados para um mercado cada vez mais globalizado, complexo e competitivo, mas tão profundamente dedicados aos negócios e seus resultados que terminam por negligenciar as pessoas, causando angústia, frustração, falta de credibilidade e decepção em todos os níveis das organizações, e com a séria agravante de não serem capazes de criar futuro. Mais que gestores, as organizações precisam de homens e mulheres que enxergam e aceitam as pessoas como elas são, tratando-as com respeito e dignidade, independentemente de raça, níveis hierárquicos ou sociais, e religião. Líderes conscientes de que todas as conquistas são fruto do trabalho em equipe, e que os melhores resultados só podem ser alcançados quando as pessoas estiverem felizes e motivadas, porque “tem gente atrás do crachá”!

Síndrome de Alice (Motivação)

alice 

Alice: Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?
Gato: Para onde você quer ir?
Alice: Eu não sei, tanto faz. Quero apenas sair daqui.
Gato: Bem, para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.

(Adaptado da obra “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, onde Alice cai em um mundo desconhecido. Ela cai dentro de si mesma)
Muitas pessoas sofrem da Síndrome de Alice: Não sabem onde estão e, muito menos onde querem estar. Em outras palavras, falta de autoconhecimento e ausência de objetivos, como um barco sem leme, à deriva, sem direção.
Pessoas que “sofrem” da Síndrome de Alice, tornam-se coadjuvantes de suas próprias vidas, preferem ficar olhando a vida passar, acomodadas confortavelmente no banco do passageiro ao invés de pagar o preço do planejamento, da dedicação e da disciplina para assumir a direção de suas vidas. A estas pessoas restam apenas duas opções: chegar a qualquer lugar ou a lugar nenhum.
Pessoas com Síndrome de Alice geralmente reclamam de seus empregos, do estilo de vida, das circunstâncias, da conjuntura econômica, enfim, reclamam da vida, e sem perceber, deixam passar as oportunidades que a vida lhes apresenta.
Estudos sobre pessoas de sucesso apontam as seguintes características em comum. Essas pessoas…
  • Têm noção de propósito de vida;
  • Estabelecem metas e planejam o futuro;
  • Gostam do que fazem;
  • Estão dispostas a investir tempo, energia e esforço na conquista de seus objetivos;
  • São persistentes em tornar seus sonhos realidade.
Então, qual é a sua visão de futuro? O que você quer conquistar em sua vida nos próximos anos? Quais são as suas metas para este ano? E para o próximo ano? O que você está fazendo para realizá-las? Não deixe que a Síndrome de Alice pegue você!
“Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia seus olhos de sua meta.” (Henry Ford).

Tênis x Frescobol (Liderança

 

frescobol 
Nestes dias assisti a um vídeo sobre Empreendedorismo Social, onde um dos personagens sugeriu que os relacionamentos são como um jogo de Tênis ou de Frescobol. Mas qual é a principal diferença entre os dois, já que em ambos os jogos usamos bolas e raquetes?
No Tênis, a outra pessoa é seu adversário e não seu parceiro, portanto, o objetivo é derrotá-la, procurando fazê-la errar. O bom jogador de Tênis é aquele que conhece o ponto fraco do oponente, e o explora para tentar derrotá-lo. O auge do Tênis, portanto, é o momento em que o jogo termina porque a outra pessoa foi colocada para fora do jogo. Sempre termina sempre com alegria de um lado, e tristeza do outro.
O Frescobol se parece muito com o Tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola chega “meio torta”, a gente sabe que a outra pessoa não fez de propósito, e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la “redondinha”, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.
No Frescobol não existe adversário, porque o objetivo é que os dois ganhem. Ninguém fica feliz quando outro erra, pois deseja sempre o melhor para essa pessoa, porque quando ele acerta, os dois ganham.
Quando existe um erro, aquele que errou pede desculpas e o outro também se sente responsável pelo ocorrido, mas começam novamente este delicioso jogo, onde todos ganham.
Casamento, relação entre pais e filhos, amizade, namoro, relacionamento líder-liderado, trabalho em equipe, cliente-fornecedor, irmãos, sócios, povos, nações, e tantos outros níveis de relações humanas. Imagine se as pessoas envolvidas em cada um desses relacionamentos decidissem deixar de “jogar Tênis” para “jogar Frescobol”. Nosso mundo seria um lugar muito melhor para viver e conviver!
Neste mesmo vídeo, ouvi uma frase que resume muito daquilo que acredito e que prego no meu trabalho com líderes: “Todo mundo pode mudar o mundo”, e estou realmente convencido de que faremos do mundo um lugar cada vez melhor para vivermos, à medida que todo mundo, você e eu, decidirmos mudar o mundo “jogando Frescobol” em nossas relações; seja em casa, no trabalho, no posto de combustível, no trânsito, enfim, na vida.
E então, vamos “jogar Frescobol“?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Decida Decidir

 

 
Depois de enfrentar uma longa fila, o jovem empresário pode conversar com o mestre e perguntar sobre o segredo do sucesso. Ao se aproximar do mestre, ansioso e com muita vontade de aprender, perguntou sem hesitar:
– Mestre, qual é o segredo do sucesso?
Decisões corretas – respondeu o mestre.
– E como posso aprendeu a tomar decisões corretas?
Experiência – responder novamente o mestre.
– Mas, mestre, como eu posso adquirir experiência?
E o mestre finaliza:
Decisões erradas.
A vida é uma sequência de decisões, e mesmo quando escolhemos não decidir, decidimos deixar que alguém decida por nós. Decidir é uma das mais importantes experiências de aprendizagem do ser humano, já que nos permite adquirir responsabilidade e juízo, e pelo acúmulo dessas experiências, capacita-nos a sermos mais assertivos nas decisões futuras.
Liderança, assim como a vida, é uma sequência de escolhas e decisões, que podem ser certas ou erradas, mas precisam acontecer, porque pior do que tomar uma decisão equivocada, é não tomar decisão alguma, deixando as pessoas perdidas e desorientadas, desperdiçando ainda a grande oportunidade de aprender com a situação para que as próximas decisões sejam mais assertivas.
Um líder que prefere “empurrar as decisões com a barriga”, geralmente transfere a responsabilidade para outras pessoas, gerando conflitos, insatisfação e prejuízos para todos, portanto, decida decidir!

 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Os 9 princípios da boa liderança

 

Saiba o caminho para uma liderança eficaz
Saiba o caminho para uma liderança eficaz.

1. Permanecer calmo

Um líder seguro e confiável permanece calmo, principalmente quando sob pressão – momentos em que outros líderes acabam por responder impulsivamente e injustificadamente.
Na verdade, essa característica é tão fundamental que um líder precisa dominá-la antes que ele seja capaz de entender as outras características. Caso contrário, nunca poderá ser chamado de líder.

2. Aceitar a individualidade

Outro componente-chave de ser um líder seguro é a aceitação e reconhecimento do valor dos outros como seres humanos – além de apenas funcionários ou cargos.
Líderes cuidam do ser humano antes de qualquer questão ou problema. Eles separam a pessoa do problema. Na medida do possível, eles evitam julgar e criticar as pessoas.
Essa abordagem faz com que outras pessoas se sentem legitimadas e confiantes.

3. Enxergar potencial

Líderes seguros enxergam o talento e o potencial do empregado independente de seu estado atual ou desempenho.
Esta característica vai além da aceitação de às pessoas e, possivelmente até mesmo vai além do que a pessoa espera de si mesmo.
É importante ressaltar que esta característica não é algo de curto prazo. Trata-se de uma visão mais profunda que não pode ser despertada em 1 ano, mas em 10 ou 20 anos de liderança.

4. Utilizar a escuta investigativa

Líderes precisam ouvir e perguntar, em vez de dizer o que fazer.
Líderes seguros não seguem um padrão muito comum de iniciar monólogos para convencer os outros sobre seu ponto de vista.
Em vez disso, eles dominam as artes das perguntas abertas e se engajam em um diálogo para buscar a verdade maior. A escuta investigativa ajuda um líder na tomada de decisão e é um componenten indispensável na hora de dar e receber feedback eficaz.

5. Entregar mensagens poderosas

Líderes seguros têm a capacidade de impactar profundamente as pessoas com frases simples ou gestos que carregam um enorme poder e são frequentemente lembrado por muitos anos.
As pessoas não se lembram de divagar citações: as pessoas se lembram de frases que essoas respeitáveis pronunciaram no momento certo.
Mensagens memoráveis poderosas brilham como um farol no nevoeiro de mudanças. Mensagens curtas e inspiradoras dão às pessoas direção nos momentos em que medo, incerteza e dúvida se instalam no ambiente.

6. Focar no positivo

Líderes precisam ser bons bom em dirigir a mente de outras pessoas para focar no positivo ao invés de negativo.
Eles se concentram em benefícios, criam imagens de esperança e possibilidade, e ajudam as pessoas a visualizarem a realização de um objetivo.
Eles estabelecem expectativas positivas que contribuem para a melhoria do desempenho.
Ao fazer isso, eles ajudam os outros a enxergarem o seu potencial e inspiramo aprendizado, mesmo dentro de uma crise ou em tempos difíceis.
Lembre-se: é sempre possível dar feedback crítico, mantendo uma perspectiva positiva.

7. Incentivar a tomada de riscos

De formas muito concretas, os líderes que atingem o estado da arte da liderança sempre promovem oportunidades para que seus liderados alcancem seu potencial, muitas vezes com algum risco ligado a isso.
Os líderes precisam provocar as pessoas a libertar o seu potencial, oferecendo oportunidades concretas para a tomada de riscos.

8. Inspirar através da motivação intrínseca

Líderes inovadores compreendem a importância da “motivação intrínseca” para obter o melhor das pessoas, em vez de depender de motivação extrínseca.
A motivação intrínseca refere-se a fazer algo porque é interessante, agradável ou gratificante.
Compare isso com a motivação extrínseca em que uma pessoa faz algo pelo resultado, e não pela tarefa em si. E para isso, as recompensas são sempre bônus e promoções.
Quando uma equipe está intrinsecamente motivada, a ação é movida pelo aprendizado ou pelo prazer, e não por uma recompensa.

9. Estar acessível

Líderes precisam ser percebidos como pessoas acessíveis e disponíveis, em vez de indisponíveis e muito ocupados.
Não entre em pânico pensando que está prestes a perder seus fins de semana! Acontece que a proximidade física e frequência da interação são menos importantes do que transmitir um espírito de que você está disponível para as pessoas.
De fato, muitos líderes não têm um contato regular e fisicamente presente com seus liderados.
Muitas das conversas mais poderosas que esses líderes têm são breves e diretas.

Não existe liderança perfeita

Você não precisa dominar todas e cada uma destas características para proporcionar o equilíbrio certo de cuidado e ousadia em sua equipe de liderados.
Em vez disso, escolha 1 ou 2 para se concentrar de cada vez. Você – e as pessoas que trabalham para você – serão gratos por isso.

Você é um grande ou apenas um bom líder?


 

Tornar-se um grande líder não acontece de um dia para outro.Se você quer ser um líder que funciona, é preciso trabalhar para isso.


  1. Inspirar a sua equipe a segui-lo através da captura dos seus corações e mentes.
  2. Encontrar significado e refinar suas habilidades para situações desafiadoras.
  3. Fazer as perguntas difíceis e alavancar a inteligência de sua equipe.
  4. Transformar-se de um bom gerente em um líder extraordinário.
  5. Dominar as cinco habilidades essenciais que irão maximizar seu próprio desempenho e da sua equipe.

(O que faz um líder)

Quando pedem para definir o líder ideal, as características como resistência, inteligência, determinação e visão das qualidades tradicionalmente são associadas com a liderança. Muitas vezes as qualidades mais pessoais são deixadas de lado que também são essenciais. Apesar de um certo grau de capacidade analítica e técnica é um requisito mínimo para o sucesso. Os estudos indicam que a inteligência emocional pode ser o atributo chave que distingue o desempenho diferenciado daqueles que são meramente adequados.

(O que os líderes realmente fazem)
A maioria das empresas dos EUA são hoje “overmanaged e underled”. Eles precisam desenvolver a sua capacidade para exercer a liderança.
As empresas bem sucedidas não esperam os líderes. Elas procuram ativamente as pessoas com potencial de liderança e com essas experiências de carreira desenvolver esse potencial.

(O Trabalho da Liderança)
Mais e mais empresas estão enfrentando desafios adaptativos: Alterações nas sociedades, mercados e tecnologia ao redor do mundo forçam as empresas a esclarecer os seus valores, desenvolver novas estratégias e aprender novas maneiras de operar. A tarefa mais importante para os líderes em tais desafios é mobilizar as pessoas em suas organizações para fazer o trabalho de adaptação.

(Por que alguém deveria ser liderado por você?)
Todos nós sabemos que os líderes precisam de visão e energia, mas depois de uma exaustiva revisão das teorias mais influentes sobre a liderança, como workshops com líderes e aspirantes líderes, os autores aprenderam que os grandes líderes também compartilham quatro qualidades inesperadas.

(Crucibles são experiências transformadoras que forçam os líderes aspirantes a examinar quem são, o que importa para eles e o que eles podem aprender com o sucesso e o fracasso.)
O que faz um grande líder? Por que algumas pessoas parecem saber instintivamente como inspirar os funcionários, trazendo a sua confiança, lealdade e dedicação?
Nenhuma fórmula simples pode explicar como tornar-se em grandes líderes, mas Bennis e Thomas acreditam que tem algo a ver com a forma como as pessoas lidam com a adversidade. Pesquisa dos autores sugerem que um dos indicadores mais fiáveis e os preditores da verdadeira liderança é a capacidade de aprender com as experiências mais negativas.

Um executivo eficaz não precisa ser um líder no sentido típico da palavra. Peter Drucker, autor de mais de duas dezenas de artigos da HBR, diz que alguns dos melhores CEOs tem trabalhado com mais de 65 anos de carreira de consultor não sendo líderes estereotipados.

(Nível 5 Liderança: O Trunfo da Humildade e resoluções ferozes – algo que não pode ser derrotado)
O ingrediente essencial para a grandeza de uma empresa é ter um líder “nível 5″, um executivo cuja extrema humildade pessoal combina paradoxalmente com a vontade profissional intensa. Neste artigo, Collins pinta um retrato convincente e intuitivo das habilidades e traços da personalidade necessária para uma liderança eficaz.

(Tranformações de Liderança)
Relativamente poucos líderes tentam entender sua ”ação lógica”. O líder é desafiado quando interpreta o seu ambiente e reage ao poder da sua segurança. E menos ainda têm explorado a possibilidade de mudá-lo. Os líderes que comprometem a esta viagem de entendimento e desenvolvimento pessoal pode transformar não só as suas próprias capacidades, mas também as suas empresas.
 
(Descobrindo a sua Liderança Autêntica)
Os autores entrevistaram 125 líderes empresariais de diferentes origens raciais, religiosas, nacionais e socio-econômicas para entender como os líderes se tornam, e permanecem autênticos. Essas entrevistas mostraram que você não tem que nascer com características especiais e também não tem que estar no topo da sua organização. Qualquer um pode aprender a ser um autêntico líder. A viagem começa com a compreensão sua história de vida.

(Elogio ao Líder Incompleto)
Até aqueles que estão no topo precisam entender as suas fraquezas. Os líderes podem preencher as lacunas do seu conhecimento com as habilidades dos outros apenas abraçando as suas fraquezas. O líder incompleto tem a confiança e humildade para reconhecer talentos e perspectivas únicas em toda a organização e com essas qualidades brilhar.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Como transformar ideias em negócios

 

Esse artigo traz dicas valiosas e um esquema infalível para avaliar suas ideias e transformá-las em oportunidades de negócio.

Transformar ideias em oportunidades e abrir novas possibilidades é um desafio e tanto para futuros empreendedores, o que vai exigir muito mais do que métodos e soluções comprovadas. Para colocar uma ideia em prática é necessário, antes de tudo, enxergar benefícios onde a maioria enxerga somente prejuízos.
Calma! Para ajudá-lo a trabalhar melhor as ideias não é necessário reiventar a roda. Embora você deva fugir dos padrões e usar a mente criativa para encontrar a melhor forma de colocar as ideias em prática, muitos estudiosos tiveram essa preocupação antes de você. Portanto, deixe o orgulho de lado e procure utilizar o conhecimento a seu favor. Ideias existem para ser aperfeiçoadas.
Dessa forma, tomei a liberdade de utilizar parte dos ensinamentos mencionados no quarto capítulo do fantástico livro As Vantagens da Adversidade, de Paul Stoltz e Erik Weihenmayer, cujo título é Possibilidades Pioneiras.
Como dizem os autores no início do capítulo, "quantas vezes, no transcurso da sua vida, alguém lhe disse que alguma coisa que você queria fazer era impossível? Já reparou que são geralmente os seus companheiros de trabalho, amigos e entes queridos que tentam "pôr algum juízo na sua cabeça" cada vez que você inventa "um esquema maluco" para experimentar algo novo ou assumir algum risco que eles consideram uma insensatez? Sinta-se agradecido porque essas pessoas se preocupam com você e por isso tentam dissuadi-lo. Elas pensam que lhe estão fazendo um favor e talvez até estejam. Mas, e se...?"
E se as pessoas que gostam de você estiverem erradas? E se o que você sempre sonhou fazer for realmente possível? O que você sentiria se fosse o primeiro a realizá-la? E se, ao tornar possível aquilo, quando tudo lhe parece impossível, você abrisse um mundo de oportunidades inteiramente novo, tanto para você quanto para sua empresa e para as pessoas à sua volta?
Não seria ótimo se uma voz interior profunda e confiante lhe dissesse o melhor caminho a ser tomado? Infelizmente, isso é raro, portanto, comece a pensar que, com as condições certas, as pessoas certas, os sistemas certos e as orientações certas, a ideia pode ser realizada.
Uma das incertezas mais comuns e desafiadoras é quando tentamos algo novo que ainda não foi testado. O medo do desconhecido nos apavora, pois, não estamos acostumados a escalar às cegas, mas, o desejo de ir além é grande. Isso aconteceu com a maioria dos empreendedores que conheço.
No caso dos empreendedores, dos pesquisadores e dos aventureiros em geral, esse medo existe, entretanto, não é tão grande quanto o medo daqueles que passam a vida sem tentar algo novo. É o medo de descobrir que não é tão bom quanto seus pais dizem que você é, de fazer papel de ridículo perante os amigos, de tropeçar e dar com a cara no chão.
Qualquer ideia pode ser colocada em prática. Então, vamos utilizar o Quarto pico – possibilidades pioneiras para exemplificar e fundamentar a ideia que você tem em mente. Quando a ideia sugir ou se a ideia já existe, pegue caneta e papel e comece a descrevê-la de acordo com o roteiro sugerido pelos autores, a seguir adaptado para o fim que você deseja. Vejamos:
Primeira Etapa – Escolha um Objetivo de Valor (Uma ideia de valor)
  • Motivação: por que você quer fazer isso?
  • Forças: que habilidades ou recursos são necessários para colocá-lo em prática? E quanta força de vontade?
  • Entusiasmo: qual o seu grau de empolgação com isso?
Segunda Etapa – Projete Sistemas Personalizados utilizando os critérios PROPS
  • Portátil ou Portável – pode ser levado para qualquer lugar.
  • Reaplicável ou Reproduzível – pode ser recriado, reproduzido ou ambos.
  • Original – nunca foi feito antes (exatamente desse jeito).
  • Pessoal – adequado a você e seu estilo de vida (agradável).
  • Simples – não é fácil, tampouco apresenta complexidades desnecessárias.
Terceira Etapa – Pratique até alcançar a perfeição
  • Quais são os critérios para uma solução eficaz?
  • Onde e como você vai praticar a nova ideia (ou sistema)?
  • O que você vai tentar primeiro?
  • Como refinar sua solução?
  • Onde ou como você pode experimentar?
  • Quem pode lhe dar feedback útil?
  • Quando poderá começar?
  • De quanto tempo ou dinheiro precisa para desenvolvê-lo?
Quarta Etapa - Escreva sua história pioneira
  • Que Objetivo de Valor – Desafio Máximo – você vai enfrentar a despeito das opiniões negativas até atingir a objetivo?
  • Qual será o legado do seu avanço, depois de inaugurar essas possibilidades?
  • Quem se beneficiará com sua ideia ou realização?
Será que o esquema funciona? Tente, afinal, o que você tem a perder com isso? Com a prática, pode tornar-se um grande alquimista capaz de converter ideias simples em grandes oportunidades, mas, lembre-se: nada vem de graça.
Tirar uma ideia do papel e colocá-la em prática é tarefa para pessoas determinadas a vencer na vida, não importa o tamanho do sacrifício. Se estiver pensando em como deixar a sua marca no mundo, comece a praticar tudo o que aprendeu até agora, caso contrário, vai ficar apenas querendo.
Quando se trata de empreender, ideias somente não bastam. O mundo está cheio de boas ideias que vagam sem destino e são desperdiçadas porque ninguém acredita nelas e os autores desistem ao primeiro não. Mais do que obter uma ideia, você precisa de iniciativa, esforço, otimismo e, na maioria dos casos, persistência para conseguir alguém que acredite no que está dizendo.
Assim, quando as ideias surgirem do nada, seja disciplinado. Faça de cada ideia uma possibilidade. Se não for hora de aproveitá-las, guarde-as com carinho. Um dia você vai precisar delas.
Pense nisso, empreenda e seja feliz!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

COMO LIDERAR EFICAZMENTE (17 Dicas Importantes)



Estudos realizados com milhares de líderes (homens e mulheres), dos mais variados campos de atividades, revelaram quatro qualidades comuns a todos eles.

1. Alta dose de criatividade.
2. Grande capacidade de motivar pessoas e desenvolver-lhes o potencial.
3. Considerável concentração em fazer o trabalho bem feito.
4. Uma crença inabalável nos resultados positivos, sem receio de possíveis fracassos.

Dezessete Dicas para Exercer uma Liderança Eficaz (Parte I)

1. Seja objetivo.
Um dos aspectos marcantes da liderança é saber definir claramente os objetivos a serem atingidos e adotar uma atitude positiva que demonstre a crença de que eles serão realizados. Por objetividade, entende-se
também a atitude direcionada do chefe, sem perda de tempo, devaneio ou insegurança, tanto no relacionamento interpessoal quanto na execução das tarefas.

2. Saiba compreender os outros.
Uma característica do líder eficaz é a capacidade de colocar-se no lugar do outro, ou seja, a empatia, mesmo que ele não comungue com os mesmos pensamentos dessa pessoa .Você deve saber entender o ponto de vista de terceiros e respeitá-los, deve ter a sensibilidade em
aceitar os outros como eles são, ter a consideração por eles, mesmo que discorde dos seus pontos de vista.

3.Use a flexibilidade.
O líder versátil tem alta flexibilidade de estilo ao comandar pessoas. Para cada pessoa, adote o estilo de liderança que melhor se adapte às características dela.

4. Saiba comunicar-se.
O líder não é um pessoa introvertida. Ao contrário, ele é comunicativo, sabe dialogar, trocar idéias e pedir sugestões ao seu pessoal sobre as tarefas que os afetam. Outro aspecto que caracteriza a boa comunicação
é não apenas saber falar e expor os seus pensamentos, mas também saber ouvir, pois, se você prestar atenção ao que está sendo dito, ficará surpreso ao descobrir quantas informações úteis estão sendo fornecidas e que antes poderiam passar inteiramente despercebidas

5. Use a autoridade da forma correta.
O uso da autoridade é uma prerrogativa exclusiva da chefia, pois liderança e autoridade são as duas faces de uma mesma moeda. Todo líder possui autoridade – formal ou não -, mas nem toda pessoa investida de autoridade é líder. Liderar significa possuir capacidade, discernimento para comandar pessoas, e isso é mais do que muitos chefes sabem fazer.
Autoridade é credibilidade para mandar e ser obedecido. O verdadeiro chefe, que também é líder, sabe que é investido de autoridade, mas dificilmente faz uso dela, pois consegue que as tarefas sejam realizadas
pela confiança que ele inspira nas pessoas.
O líder sabe fazer com que a intenção se traduza em ação e que a ação se transforme em realidade. Ele também é capaz de sustentar essa realidade, não a deixando definhar, pois mais difícil do que realizar algo é
mantê-lo e sustentá-lo. Isso o verdadeiro líder sabe fazer melhor do que ninguém, seja ele supervisor de equipe ou diretor.

6. Tenha maturidade de comportamento.
Muitos chefes têm comportamento imaturo, com freqüentes mudanças de humor, mudanças de idéias e de objetivos. Eles colocam em polvorosa seus infelizes liderados, que nunca sabem o que os espera a cada novo dia que se inicia. É uma das formas mais rápidas de desmotivar
e provocar a perda de confiança das pessoas, além de colocar em risco a produção e o alcance de metas. Se você é desse tipo, mais do que um abacaxi, você tem um cacho de dinamites nas mãos.
Tenha uma atitude madura, confiante e positiva, dando segurança aos colaboradores, quanto às suas idéias e comportamento. Todo chefe que é líder tem um comportamento estável e previsível. Isso não significa que não possa, às vezes, aborrecer-se, zangar-se ou mudar de idéia, mas, quando o fizer, deverá ser um ato consciente de sua parte, assumindo total responsabilidade por esse comportamento.

7. Mantenha todos bem informados.
Cuidado com os boatos. Eles só surgem quando há pouca ou nenhuma informação e só causam desapontamentos, mágoas, insegurança e raiva.
Tome providências para interromper os boatos; melhor ainda: não deixe nem mesmo que comecem. Deixe claras as coisas desde o início e certifique-se de que seus subordinados saibam que podem encontrar em
você a verdade. E, se porventura, houver algo sigiloso que você não possa dizer-lhes, eles entenderão sua atitude.

8. Conheça bem o seu pessoal.
Você só poderá saber da capacidade de sua equipe conhecendo as pessoas que a compõem, isto é, suas habilidades, talentos, aspirações profissionais, deficiências etc. Isto é básico para quemaspira ter uma
equipe motivada e atuante.

9. Seja um exemplo para os outros.
Como chefe você está sempre na vitrine e – quer queira ou não – está exposto aos olhares das pessoas; por isso mesmo, é muito mais observado do que observa. Quer você esteja ciente disso ou não, geralmente seus subordinados procuram em você um padrão de comportamento, uma referência. Suas atitudes, suas decisões, sua postura,
a maneira pela qual se conduz, influenciam mais a eles do que qualquer instrução que você possa dar ou qualquer disciplina que queira impor.

10. Mantenha-se atualizado.
Mantenha-se a par dos eventos de seu campo de atuação. Participe de treinamentos, seminários, congressos, palestras e eventos similares que o atualizem com as novas técnicas de gerenciamento. Converse com pessoas que têm experiência nas áreas em que você não possui familiaridade.

11. Irradie energia.
Carregue-se de energia positiva. A energia é uma característica bastante conhecida de todos os realizadores em todas as áreas de atuação. Líderes
atuantes sempre transmitem otimismo e confiança. Adote um comportamento do tipo “tudo é possível”. Você verá como isso irá energizar os outros, fazendo-os se desdobrarem, atacar os trabalhos mais difíceis, superar condições desfavoráveis e chegar ao sucesso.

12. Mostre ao seu pessoal um quadro mais amplo.
Faça com que entendam como eles contribuem para um trabalho de perspectiva mais ampla. Se o trabalho for muito monótono, amplie o serviço, de modo que eles possam lidar com a tarefa do começo ao fim. Promova
rodízio entre o seu pessoal, e amplie assim o trabalho deles, ensejando maior aprendizado. Mostre-lhes constantemente como o trabalho de cada um do departamento está contribuindo para os objetivos globais da organização.

13. Treine e promova o seu pessoal.
Ofereça regularmente treinamentos ao seu pessoal (não apenas uma vez a cada dois anos),contribuindo para a reciclagem e atualização deles. O retorno desse investimento será em forma de maior motivação e produtividade.
Promova as pessoas de sua equipe tanto em cargos quanto em salário se tiver autonomia para isso, embora a maioria dos chefes não tenham esse poder. Se não houver possibilidade desse tipo de promoção, ainda poderá estimular os subalternos de muitas outras formas, como, por exemplo, divulgar na empresa um bom trabalho feito por alguém, indicar uma pessoa para cargos mais altos,
permitir que apresentem projetos para implantação de um novo procedimento ou rotina perante outras pessoas, fazer alguém estagiar em outra empresa etc.

14. Estabeleça metas exeqüíveis. Estabeleça padrões de desempenho.
Metas exageradas ou inatingíveis provocam frustrações e prejudicam o moral. Estabeleça objetivos ambiciosos mas atingíveis, e terá êxito.Porém, tão importante quanto as metas são os padrões de desempenho que o seu pessoal terá de cumprir buscando maior qualidade e produtividade. Estabeleça de comum acordo como cada um de seus liderados seu desempenho quanto a: prazo (data de início e de conclusão da tarefa), quantidade a ser executada e qualidade (qual o padrão exigido). Esses três itens servem tanto para a área administrativa quanto a técnica e operacional.

15. Mergulhe fundo.
Esteja em meio ao seu pessoal e trabalhe tanto quanto eles. Dificuldades e problemas que possam ocorrer você só descobrirá estando junto a eles e não observando-os com um binóculo de cima de uma torre de marfim.
Além disso, seus subordinados têm de ter a oportunidade de se aproximar de você como pessoa. Ria com eles, relaxe com eles, esteja com eles. Sua liderança não tardará a fazer efeito, e resultados positivos não tardarão a
aparecer. Evite, entretanto, o excesso de intimidade (nem revele segredinhos pessoais), e quando tiver de chamar a atenção de alguém, faça-o em particular e sem rodeios. Assertividade e objetividade são características de
líderes atuantes.

16. Exija dedicação.
Empenhe-se pessoalmente e dê as melhores condições para que o seu pessoal produza com motivação e confiança, mas exija por parte deles o mesmo empenho e dedicação. Demonstre seu interesse por eles e, ao mesmo tempo, mostre que você espera real dedicação deles.

17. Desenvolva o trabalho de equipe.
Estabeleça planos de desenvolvimento profissional para cada um de seus colaboradores e faça com que todos se auxiliem mutuamente. Sempre que possível, estimule projetos ambiciosos e faça com que os resultados seja
fruto de um trabalho em conjunto, e não apenas individual. Faça com que a equipe tenha orgulho de si mesma e terá plantado a semente do envolvimento e da produtividade.

 

Estoque de Conhecimento

 

O antigo hotel El Cortez, em San Diego, precisava desesperadamente de um novo elevador para servir ao recém-inaugurado salão de jantar no último andar. Depois de muita conversa e discussão, os engenheiros chegaram à conclusão de que qualquer opção seria cara e insatisfatória porque ocasionaria a eliminação de alguns quartos de luxo em todos os andares, além de escavações no subsolo.
Enquanto os peritos discutiam a execução do projeto, um funcionário que estava preocupado com a poeira que invadiria o hotel durante a reforma, foi até eles e perguntou:
– Por que vocês não constroem este elevador do lado de fora do prédio?
Em principio parecia absurdo, mas hoje o elevador de vidro sobe e desce pelo lado externo do hotel, dando aos hospedes uma vista espetacular do porto, além de ter sido imitado e copiado em todo o mundo. Apenas porque alguém, indignado com o óbvio, decidiu fazer uma pergunta.

Quando assumimos que existe apenas uma solução para determinada situação, o óbvio se estabelece, e com isso perdemos de vista as novas possibilidades e as melhores soluções.
E aqui a liderança tem um papel fundamental, porque novas possibilidades e melhores soluções só acontecerão se o líder estiver consciente de que elas não estão apenas em suas mãos, mas no “Estoque de Conhecimento*”, que é formado pelo conjunto de conhecimento e experiência de todos os que estão comprometidos com a situação.
Todas as conquistas e descobertas que nos trouxeram à era do conhecimento só foram possíveis porque existiram e existem pessoas que não se conformam com respostas como “Porque sim”, “Não é possível mudar isso”, “Assim está bom” ou “Todo mundo sempre fez desse jeito”; pessoas que decidiram questionar o óbvio e o status quo, como fazia o filósofo Sócrates, que mesmo consciente de sua grande sabedoria, preferia pensar que “Tudo que sei é que nada sei”, e a partir desse modelo mental permitir-se adquirir, conquistar e criar novos conhecimentos, tornando-se cada dia mais sábio.
Portanto, questione o óbvio, incentive novas perguntas, dê liberdade para que “ideias malucas” apareçam, porque é óbvio que dá pra fazer melhor.

*Estoque de Conhecimento é uma expressão criada por Mário Sérgio Cortella, filósofo, escritor e palestrante

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Quem se acostuma a tirar nota 6 nunca vira líder

           
Conheci um dirigente que dizia sempre, ao longo da vida, não precisa tirar 10, se ficar com 6 passa de ano, e a gente vai mais longe. Eu observava esse executivo. Ele tinha uma vida normal, era feliz, sempre calmo. Poderia até dizer que sua qualidade de vida era superior ao time que se esforçava e lutava pra alcançar os 9 e os 10 da performance empresarial. Mas, depois das reuniões de objetivos, dos planos, dos entusiasmos das convenções de vendas, nos bastidores, ele vinha paciente e calmo , e sussurrava no meu ouvido: “não esquenta Tejon, o importante é tirar 6, ligeiramente acima da mediana, o resto é para transtornados”.
Com essa conversa ele criava uma real dúvida na minha cabeça, afinal, ótimo ser humano, pessoa correta, simpática, amiga. Mas, como o Deus “Cronos”, o Senhor do tempo cobra inexoravelmente a sua conta. Com o passar dos anos o tempo usado no estacionamento da vida foi apresentado na forma inapelável da realidade: fui assistindo esse dirigente ficar pra trás, ser demovido, ser colocado “por pena”, das estruturas dos demais dirigentes, em função de pouca importância. O pessoal dizia, ele é ótima pessoa, mas que problema, só faz o mais ou menos, nunca apresenta performances elevadas. E, com a chegada de novas gerações, já o “zum zum zum” corria de que ele seria demitido.
Então, num completo desespero, esse amigo de jornada me chamou e disse que não entendia o que estava ocorrendo, ninguém queria mais trabalhar com ele, seu estado de humor estava alterado, ficava irritado, perdia a calma, discutia veementemente. Esse dirigente da nota 6 vivia agora como “cão sem faro”. Tinha perdido o rumo. Já aos 50 anos, o que acontecia é que suas repetidas notas 6 ao longo do boletim da vida, serviram para trazê-lo até aqui; mas infelizmente não o categorizavam para assumir postos elevados na diretoria, e muito menos para transformá-lo num empreendedor.
A moral da história? Nada contra as notas 6 da vida, mas muito cuidado, podem virar um vício, o cérebro se acostuma, e você pode acreditar que viver na mediocridade salva. Pode esconder você dos enfrentamentos da vida por um bom tempo, mas não impedirá o seu faceamento com a realidade das competências em algum estágio do seu ciclo de vida. Não há um caminho para a felicidade e a qualidade. Ao contrário. Qualidade e felicidade são o único caminho.

Por: 

Dilemas e incertezas da Globalização

Golden Biz - Site para Todos

 

Dilemas e incertezas da Globalização


O mundo está conseguindo alcançar um grande avanço científico e tecnológico. Temos um processo de globalização que gira em torno do avanço das multinacionais, do poder das comunicações e da Revolução Técnico - Científica que gira em torno do extraordinário desenvolvimento da robótica, da informática e da biotecnologia.

A Globalização é um dos fenômenos mais decantados pelas sociedades contemporâneas: ter página na Internet, ligar-se simultaneamente com vários países, interagir com pessoas do mundo inteiro é sinônimo de ser moderno, avançado e, na verdadeira acepção da palavra ser global.

Mas a globalização não é um produto sem erros de fabricação. Aí estão as lacunas que separam em distâncias longas os ricos dos pobres e as nações desenvolvidas das mais atrasadas que estão aí a solicitar empréstimos e ajuda humanitária. Um outro defeito do produto global é o desemprego estrutural que é crescente mesmo com o desempenho favorável de algumas economias. Postos de trabalho são eliminados e muitos indivíduos são jogados ao terror da falta de emprego e de políticas que poderiam criar alternativas ao trabalho dos cidadãos.
Dentro do processo de globalização o desemprego não é privilégio apenas das nações pobres, pois se alastra em todos os países do globo e desafia a todos os defensores do mundo globalizado que não tem a fórmula correta para combater tal anomalia.

No produto global a concretização do neoliberalismo que provocou a venda de estatais a preço de banana e trouxe para a população serviços ineficazes que só pensam no lucro imediato. Além de tudo isso verbas públicas são cortadas, ganhos históricos dos trabalhadores são usurpados, tudo em nome de uma política de encolhimento do Estado. Este mecanismo mal - sucedido nos EUA e na Inglaterra agora se consolida vorazmente nos países da América Latina e revela uma atitude de desrespeito ao social em nome do econômico.

Outro fato a se lamentar no mundo global é o aprofundamento da dependência instalado nos países que se vêem às tontas diante de qualquer efeito de crise no mundo capitalista que provoca problemas generalizados através do efeito dominó. A Integração das Economias vai se tornando uma integração de crises.
O mundo global deve ser questionado por aqueles que propugnam por uma sociedade justa e igualitária. É preciso que a sociedade levante os braços e se conscientize de seu papel diante de uma economia que se globaliza , mas instala a pobreza e a fome para a grande maioria da população. Tal processo resulta da atitude descompromissada de governantes ligados à globalização mas com total falta de compromisso com as demandas sociais de seus países.

É preciso salientar que mesmo com todo o poder da mídia e avanço das comunicações, ainda existem grupos culturais que resistem ao processo de globalização, através da manutenção de costumes, religiões e da luta por autonomia. Essas resistências na maioria dos casos são sufocadas de forma violenta pelos detentores do poder político e econômico.

No mundo globalizado outro elemento de vital importância é a Revolução Técnico - Científica que tem modernizado as nações e tem exigido a qualificação dos trabalhadores. Diante desta realidade um questionamento passa a surgir:

QUAL O FUTURO DOS PAÍSES ONDE O ANALFABETISMO É CRESCENTE E GRITANTE? ONDE DEMANDAS SOCIAIS BÁSICAS SÃO NEGADAS À POPULAÇÃO? ONDE GOVERNANTES USAM DO PODER PARA PERPETUAR A CORRUPÇÃO, O NEPOTISMO E O INTERESSE DE UMA MINORIA PRIVILEGIADA?

Como se vê a realidade do processo de globalização não é algo acabado que devemos assimilar sem questionar, pelo contrário é um processo que exige análise crítica e compromissada de todos aqueles que com ela convivem.
A globalização tem sido questionada pelos grupos representativos da sociedade civil. Várias manifestações contra esta onda que vem se alastrando e provocando vários estragos tem acontecido atualmente, pois sabemos que vários questionamentos tem surgido neste processo que não tem poupado as nações pobres nem tem melhorado o padrão de vida das nações como um todo.

A guerra de interesses das nações ricas não cessa e tenta utilizar discursos como caça a terroristas e ditaduras como justificativa de impor seu poder em nome da paz. O tempo e a verdade provam que tais discursos são apenas alegativas vãs que encobrem o verdadeiro sentido de um processo de ingerência da morte em nome do poder econômico do sistema imposto pela proposta monopolar.

Os valores preconizados pela globalização devem ser questionados e o processo de sua implementação deve sempre passar por uma investigação crítica da sociedade em nome da dignidade e da solidariedade plena entre os povos, pois um mundo novo é possível sem imposições de poder, nem ingerências a serviço da desigualdade e da dependência. Afinal de que vale poder e capital sem amor, dignidade, verdade e justiça?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Humildade (Liderança)

 

 

 Nas Olimpíadas de Seul, Bernardinho, então assistente do técnico Bebeto de Freitas, encontrou com Kiraly na Vila Olímpica de Seul. Kiraly, atleta americano, é tido por muitos admiradores e jogadores de Voleibol, como o maior jogador de todos os tempos. Os americanos estavam indo treinar para a final em que venceriam a União Soviética, e um fato muito interessante chamou a atenção de Bernardinho:
Kiraly carregava numa das mãos um saco de bolas e na outra uma geladeira térmica. Bernardinho estranhou aquela cena e pensou: Um campeão olímpico, um craque de sua categoria, fazendo o trabalho que, entre nós, era entregue aos novatos!
A explicação de Kiraly:
– Bernardo, se os mais novos não me vissem disposto a dividir com eles todas as obrigações e responsabilidades, talvez não percebessem que aquele era o nosso time e aquela era a nossa medalha, e que todos éramos igualmente importantes. Sem contar que eles estavam tão tensos que era possível que esquecessem o saco de bolas em algum lugar.
(Texto extraído e adaptado do Livro Transformando Suor em Ouro, de Bernardinho)

Sem humildade não existe serviço, e sem serviço não existe liderança, porque um líder que não serve, não serve para ser líder. Para muitos, contudo, humildade está equivocadamente associada à passividade, que é o oposto de agressividade, que por sua vez, associamos ao sucesso. A lógica deste raciocínio é mais ou menos esta: “humildade e passividade não me levam a lugar algum, portanto, se eu quiser alcançar o que quero, tenho que correr atrás e ser agressivo em minhas ações. Consequentemente, prefiro que os humildes e passivos me sirvam a tê-los de servir”.
Quem se considera muito importante para servir pode estar se escondendo atrás de sua própria insegurança, já que a verdadeira humildade para servir exige autoconfiança, que nos permite fazê-lo sem que nos consideremos diminuídos ou inferiorizados. Por isso é muito importante compreender que passividade é recusar-se a ter atitudes por causa de medo ou preguiça, já humildade é ter atitudes por causa do amor. São coisas completamente diferentes.
Servir significa colocar-se no lugar das pessoas, demonstrar interesse por elas, estar pronto para ajudá-las, identificar suas reais necessidades e atendê-las sempre que possível. Para servir é necessário vencer o orgulho, deixar o egoísmo de lado, abrir mão de certos interesses pessoais, ser empático com as pessoas, e desenvolver o hábito de dar e não apenas receber; enfim, dar o que você tem de melhor para que as pessoas ao seu redor estejam bem. Quando este desejo de servir estiver permeando os relacionamentos, todos se sentirão motivados a colaborar naturalmente para que os resultados sejam atingidos.
Como menciona Colin Powell, “Não deixe seu ego acompanhar sua ascensão profissional”. Não ceda à tentação de começar como servidor e terminar como celebridade, permitindo que aplausos e holofotes o deixem cego, tornando nula sua autoridade, ainda que continue no poder. Não se interesse em ganhar notoriedade ou apenas impressionar as pessoas, porque isso qualquer um, com poucas habilidades, pode fazer, ainda que não se aproxime delas, porque o verdadeiro líder é alguém que deseja servir as pessoas com amor, caráter e integridade, caminhando junto com elas, demonstrando humildade suficiente para que conheçam não apenas suas qualidades, mas também seus defeitos, para que por meio da sinceridade, a credibilidade e a confiança se estabeleçam.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

“O DNA do sucesso chama-se comprometimento”

 

O mundo de hoje é frio, calculista e as relações estão cada vez mais difíceis. Por insegurança ou mesmo conforto, as pessoas estão cada vez mais se distanciando. Os serviços “delivery”estão a todo vapor em farmácias, pizzarias e outros…
As pessoas parecem ter se esquecido da magia que um sorriso proporciona. Vendedores estão se esquecendo desta força milagrosa que só existe em pessoas motivadas.
Walt Disney costumava dizer: “Eu posso ensinar qualquer coisa a qualquer um, menos a sorrir”.
Faça você mesmo o seu balanço motivacional. Veja como está o DNA de sua motvação, de seu comprometimento, de seu interesse pelas pessoas. Você é daqueles que fazem ou daqueles que reclamam? O que está atrapalhando é a meta ou a sua resistência em relação a ela?
A fama de “durão” não combina mais com sucesso. Empresários, executivos, gestores, vendedores, educadores e todas as suas equipes sabem muito bem que hoje é preciso encantar clientes para manter o foco e fortalecer o negócio.
Numa pesquisa sobre liderança onde se perguntava qual era o principal atributo que a pessoa gostaria de encontrar num líder, a resposta principal foi: que o líder fosse um grande ouvinte.
Penso que além de ser um bom ouvinte o líder deve estar sempre reformulando o seu DNA de compromisso com a equipe, com o negócio e com os clientes com um foco 100% em resultados através das pessoas.
Neste caso vai saber respeitar as individualidades e trabalhar o potencial de cada um em prol da equipe, do negócio.
Eis aí um caminho de sucesso: Pessoas 100% motivadas e comprometidas, de sorriso fácil e que se interessam verdadeiramente pela vida das pessoas. Seja o presidente da empresa, seja aquele senhor humilde que cuida da portaria.
 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Visão ou Memória? (Liderança)


 
 















Certo homem percebeu que estava lentamente perdendo a memória. Procurou então um médico que, após uma série de exames, disse-lhe que haviam boas chances de que uma cirurgia no cérebro pudesse reverter aquela situação, contudo deixou bem claro:
- É uma cirurgia muito delicada, porque se algum nervo for lesado, você pode ficar cego para sempre.
Ao ouvir os comentários, o homem ficou em silêncio por algum tempo, até que o médico lhe perguntou:
- O que você prefere conservar: a visão ou a memória?
E depois de ponderar sobre suas alternativas por alguns segundos, o homem respondeu:
- A visão, porque eu prefiro ver para onde estou indo, a lembrar onde já estive.

Segundo o Hogan Assessment Systems, com base em mais de 500.000 testes realizados com profissionais ao redor do mundo, a Visão de Futuro (ou ambição), é a única característica presente em todos os líderes de sucesso.
Visão de Futuro é uma imagem do futuro que produz paixão, e uma das mais poderosas armas do líder. Seu valor é inestimável para a equipe, para a organização, para o mundo, e principalmente para o líder, porque liderança pressupõe que existem pessoas seguindo um líder, e se este líder não sabe aonde quer chegar, provavelmente chegará a “qualquer lugar” ou “lugar nenhum”, levando consigo seus seguidores.
Definir ou estabelecer uma Visão é escrever os ideais e os sonhos das pessoas que compõem a equipe ou organização para o seu futuro. É descrever como todos se vêem no futuro, seja equipe, empresa, igreja, família, comunidade, país, time de futebol, ou qualquer outro organismo ou organização, estabelecendo, assim, o norte para onde todos estarão olhando e caminhando juntos, por isso, liderar sem Visão de Futuro é como pilotar um barco sem leme, porque as pessoas ficarão à deriva.
E então: Qual é a sua Visão de Futuro? Onde você e sua equipe querem estar daqui um ano, daqui três anos? Não perca tempo, trabalhe com sua equipe para construir uma Visão de Futuro que seja empolgante, desafiante e apaixonante, e então estabeleça as ações necessárias para conquistá-la.

A Chave do Sucesso (AutoLiderança)

 

 
Certa vez um jovem perguntou a um conhecido mentor e filósofo, enquanto caminhava com ele em sua fazenda:
- Em sua visão, qual é a chave que abre as portas do sucesso na vida de um ser humano?
Como já era final de tarde, apontando para as pombas que enchiam o pombal da fazenda, o filósofo respondeu:
- Tire um pombo-correio daquele pombal, coloque-o em uma gaiola, cubra-a com um cobertor, coloque-a dentro de uma caixa e ponha no porta-malas de seu carro. Em seguida, dirija por mil quilômetros em qualquer direção. Se, em seguida, libertar o pombo-correio, perceberá que ele voará três vezes em círculo e, em seguida, partirá sem hesitação, de volta para o seu pombal, há mil quilômetros de distância. Aqui está a chave!
Percebendo que o jovem não havia compreendido completamente a analogia, o filósofo concluiu:
- O senso de direção voltado para uma meta específica é a chave do sucesso. É a capacidade de estabelecer um ponto de chegada, um alvo, que nos impede de nos perdermos no meio da jornada. Além do pombo-correio, não há nenhum outro ser vivo na terra dotado desta incrível função cibernética de buscar suas metas, exceto o homem.

Para cada pessoa, a palavra “sucesso” tem um significado diferente, contudo, independentemente do que “sucesso” significa pra você, ele somente se tornará uma realidade em sua vida, se buscá-lo com diligência, determinação e disciplina.
Um dos ensinamentos mais importantes que o filósofo grego Aristóteles deixou para a humanidade, é que o homem é um organismo teleológico, onde “teleos” significa metas. Aristóteles concluiu que toda ação humana tem algum propósito, e que esse propósito é que dá significado à vida, e por fim, que sem significado não há sucesso.
Qual é o seu propósito de vida? Por que e para que você acorda todas as manhãs? Onde quer estar, o que quer estar fazendo, e com quem deseja estar daqui cinco anos? Quais são as metas que estabeleceu para este ano, que o ajudarão a conquistar o que deseja no futuro? Quanto você tem se empenhado em estabelecer um propósito para sua vida e, trabalhar para que este propósito se estabeleça?
Quando estiver satisfeito com as respostas que você mesmo der a estas perguntas, é bem provável que esteja trilhando um caminho de sucesso em sua vida.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Líder nasce Líder? (Liderança)


Conta-se que o legislador grego Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de Educação. Ao aceitar o convite, pediu o prazo de seis meses para preparar-se. O fato causou certa estranheza, já que Licurgo era uma referência no tema, e teoricamente não precisaria de tanto tempo para preparar-se.
Passados os seis meses, Licurgo compareceu à assembléia, postou-se à tribuna e chamou duas outras pessoas, cada uma carregando duas gaiolas. Em cada gaiola havia um animal, sendo duas lebres e dois cães. Em seguida, abriu-se a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre saiu correndo, com medo. A seguir, outra gaiola foi aberta, e o cão saiu em disparada no encalço da lebre. Alcançou-a e trucidou-a rapidamente.
Todos estavam chocados com a cena. Ninguém conseguia entender o que Licurgo queria provar com tal agressão. Sem abalar-se, Licurgo sinalizou para que a outra lebre fosse libertada, e a seguir, o outro cão.
O povo mal continha a respiração. Alguns, mais sensíveis, levaram as mãos aos olhos para não ver a reprise da morte bárbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. Foi quando o cão investiu contra a lebre, bateu-lhe com a pata e ela caiu. Logo a lebre ergueu-se e se pôs a brincar com o cão, e para surpresa de todos, os dois seguiram brincando, saltitando de um lado a outro do palco, enquanto Licurgo comentava:
- Senhores, acabais de assistir a uma demonstração do que pode a educação. Ambas as lebres são filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim, igualmente, os cães. A diferença entre os primeiros e os segundos é, simplesmente, a educação, a maneira como foram criados, portanto, se existe algo que pode transformar o mundo em um lugar melhor, esse “algo” é a educação. Eduquemos nossos filhos, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos aos seus corações, lembrando-os que a sabedoria consiste em nos tornarmos melhores a cada dia.


John Maxwell, uma das maiores autoridades mundiais em liderança, em seu Livro de Ouro da Liderança, menciona o seguinte: “Não mande patos para uma escola de águias”, e entre outras coisas, diz que líderes são descobertos, e não transformados. Segundo John Maxwell, patos não se tornam águias e analogicamente não adianta gastar tempo e esforço tentando transformar em líderes “pessoas que não têm perfil para liderança”. Apesar do grande respeito e admiração que tenho por John Maxwell, não posso concordar com essa afirmação.
Animais, como gansos, águias, cães e lebres, têm seu comportamento e características determinados pelo DNA de sua espécie, e mesmo assim podem ser educados e desenvolvidos. Se este mesmo determinismo genético se aplicasse aos seres humanos, melhor seria nos conformarmos em ser aquilo que nossos pais e avós foram um dia, parar de lutar por novas possibilidades e deixar que nosso futuro seja então determinado pelo passado. Mas nós somos muito maiores que isso!
Os seres humanos passam por experiências que mudam sua forma de pensar e agir; seres humanos aprendem, ensinam, trocam experiências, ajudam, são ajudados, cometem erros, perdem, ganham, amam e são amados, enfim, se transformam todos os dias, e por isso seria ilógico dizer que não somos capazes de passar por um processo que nos permita desenvolver-nos, transformarmo-nos e nos tornarmos pessoas e líderes melhores.
Qualquer ser humano, desde que esteja disposto, pode tornar-se mais efetivo como pai, mãe, filho, namorado, cônjuge, amigo, vendedor, gerente, diretor, presidente e líder. Ninguém está fadado a ser sempre do mesmo jeito, podendo ser ele mesmo o agente de sua própria transformação que apenas depende de desejo, decisão, disciplina, empenho e perseverança.
Por isso, liderança não é apenas um dom, mas uma habilidade, e como tal, pode ser aprendida. Essa afirmação não contradiz o fato de que existem pessoas com aptidões naturais e fatores genéticos que favorecem a liderança, contudo, elas são muito poucas para que o mundo dependa delas. E ainda que essas pessoas tenham maior facilidade em desenvolver suas habilidades inatas de liderança, primeiro precisarão decidir por assumir o papel de líder, já que a história está repleta de líderes natos que foram para o túmulo sem nunca haver tomado esta decisão.
Nem todos se tornarão líderes porque nem todos desejam tornar-se líderes, mas todos possuem a semente da liderança em suas vidas, portanto, parafraseando John Maxwell, mais frustrante que mandar patos para a escola de águias é mandar águias para a escola de patos, porque todos nós almejamos por vôos mais altos.
De fato, a única pessoa que pode impedi-lo de tornar-se um grande líder é também aquela que pode fazer a grande diferença: Você!

(Trecho extraído e adaptado do Livro Coração de Líder, de Marco Fabossi)